A epidemia de ebola declarada em 15 de maio na República Democrática do Congo superou os 10 mil casos confirmados, com 4.887 mortes, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (27) pelas autoridades congolesas.
Conforme o relatório mais recente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) da RDCongo, com dados reunidos até 25 de outubro, foram contabilizados 10.060 casos confirmados e uma taxa de letalidade de 48,6%.
O documento aponta ainda que 2.684 pacientes se recuperaram da doença até aquela data, enquanto a taxa de rastreio de contatos está em 81,6%.
O relatório também indica que as províncias orientais de Ituri e Kivu do Norte são as mais atingidas, com 32 e 58 novos casos notificados nas últimas 24 horas, respectivamente.
Ao todo, a epidemia atinge oito das 26 províncias da RDCongo: Ituri e Kivu do Norte, Tshopo (centro-norte), Bas-Uélé (norte), Haut-Uélé (nordeste), Kivu do Sul (leste), Ubangi do Sul (noroeste) e Ubangi do Norte (norte).
O surto, o segundo mais letal e contagioso da história em escala mundial, já superou o registrado na mesma região congolesa entre 2018 e 2020, embora permaneça distante do mais grave até o momento, responsável por cerca de 11 mil mortes e 28 mil infecções na África Ocidental entre 2014 e 2016.
A cepa Bundibugyo, responsável pela epidemia atual, não dispõe de tratamento específico, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) trabalha com duas vacinas e iniciou os ensaios de fase 1 em humanos, que até agora têm se mostrado seguros, ainda que seu desenvolvimento possa levar vários meses.
A RDCongo, porém, deu início no fim de agosto a uma campanha de imunização contra o ebola com a vacina Ervebo, a única disponível em larga escala. Embora tenha sido desenvolvida inicialmente para a variante Zaire, a mais comum do vírus, a vacina demonstrou resultados promissores contra a variante Bundibugyo em animais.
Na sexta-feira passada (23), a OMS anunciou o início de outro ensaio clínico na RDCongo para avaliar diversas vacinas potenciais contra a espécie.
O vírus ebola é transmitido pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e causa febre hemorrágica grave, vômitos, diarreia e hemorragia interna.







