Países membros da Otan debatem ampliação de investimentos em defesa ao longo de 2026, diante do cenário de conflitos ativos em diferentes regiões do mundo que reforçam preocupações sobre a capacidade militar conjunta da aliança atlântica.
O aumento de gastos militares reflete pressão histórica de algumas potências para que todos os países membros atinjam metas percentuais de investimento em defesa em relação ao próprio produto interno bruto, um compromisso nem sempre cumprido integralmente por todos os integrantes da aliança.
A guerra na Ucrânia e a tensão entre Estados Unidos e Irã são apontadas como fatores que reforçam essa necessidade de reforço orçamentário, já que ambos os conflitos têm potencial de afetar diretamente a segurança do continente europeu a médio prazo.
Países do leste europeu, geograficamente mais próximos de zonas de conflito ativo, têm liderado esse movimento de ampliação orçamentária, enquanto nações mais distantes debatem internamente até que ponto devem aumentar seus próprios investimentos em defesa nacional.
Para especialistas em segurança internacional, esse fortalecimento orçamentário reflete mudança significativa na percepção europeia sobre riscos geopolíticos, superando um período anterior de relativa estabilidade que permitia investimentos mais modestos em capacidade militar conjunta.







