O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (1º) que não está contente com a nova oferta apresentada pelo Irã para reiniciar as tratativas sobre o fim do conflito no Oriente Médio. O líder republicano também expressou dúvidas quanto à real intenção de Teerã em firmar um acordo permanente.
As conversas entre Estados Unidos, Israel e Irã permanecem estagnadas desde que o cessar-fogo entrou em vigor, no dia 8 de abril. Conforme noticiou a agência estatal iraniana IRNA, a nova sugestão foi transmitida aos norte-americanos por intermédio de mediadores do Paquistão.
Os termos exatos da proposta não foram revelados oficialmente, mas um dos principais tópicos em pauta é a reabertura do Estreito de Ormuz, além de questões referentes ao programa nuclear iraniano. O enriquecimento de urânio segue sendo o maior entrave nas negociações, uma vez que a Casa Branca insiste na imposição de limites rigorosos às atividades atômicas de Teerã.
O chefe do Poder Judiciário iraniano sinalizou que o país está aberto ao diálogo com Washington, mas enfatizou que não aceitará exigências feitas sob ameaça de força militar.
Embora a trégue vigore há três semanas, a atmosfera na área permanece instável. O Irã ativou seus sistemas de defesa aérea e declarou estar preparando uma reação de grande escala diante de um eventual ataque, em meio à expectativa de uma ofensiva relâmpago dos Estados Unidos, possivelmente com o apoio de Israel.
Na manhã desta sexta-feira, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, utilizou a rede social X para desafiar os Estados Unidos. Em uma postagem, ele afirmou que as “bases de papelão” americanas “não são capazes de assegurar a própria proteção, quanto mais a de seus aliados na região”.
Enquanto isso, a comunidade internacional procura exercer pressão por um acordo definitivo. Os Emirados Árabes Unidos defenderam que a obediência ao direito internacional é essencial para garantir a segurança da navegação no Oriente Médio.
Trump anuncia nova tarifa para veículos da União Europeia
Em uma nova frente de ação, Donald Trump comunicou que os Estados Unidos aumentarão para 25% as tarifas sobre automóveis e caminhões provenientes da União Europeia a partir da próxima semana.
De acordo com o presidente norte-americano, a medida foi implementada porque o bloco europeu não estaria cumprindo totalmente o acordo comercial firmado com Washington. As declarações foram divulgadas em sua rede social Truth Social.
Trump esclareceu que a nova tarifa não incidirá sobre as empresas europeias que fabricam veículos em território norte-americano.
A decisão ocorre um dia depois de o republicano anunciar a eliminação de tarifas e barreiras comerciais que dificultavam o comércio de uísque entre a Escócia e o estado americano de Kentucky, tradicional produtor de bourbon.
O anúncio foi feito após a visita oficial do rei Charles III e da rainha Camilla aos Estados Unidos. Durante a passagem pelo país, o monarca britânico proferiu um discurso no Congresso americano.
Conforme Trump, a flexibilização comercial relacionada ao uísque foi adotada “em homenagem ao Rei e à Rainha do Reino Unido”.







