Por volta das 16h38 (horário de Brasília), o bitcoin registrava alta de 0,91%, sendo cotado a US$ 77.581,56, enquanto o ethereum avançava 1,15%, alcançando os US$ 2.138,68, conforme dados da plataforma Binance.
A criptomoeda continua sendo influenciada pela volatilidade na renda fixa, elemento que ampliou a aversão ao risco em escala global. O temor é de que a persistência do conflito no Oriente Médio mantenha os preços do petróleo em patamares elevados, reavivando as pressões inflacionárias e levando os bancos centrais a prolongar – ou até elevar – as taxas de juros.
Informações da CoinGlass revelam liquidações de milhões de dólares em posições compradas (long) ao longo da semana. No entanto, nas últimas 24 horas, a maioria dos encerramentos compulsórios ocorreu em posições vendidas (short), totalizando mais de US$ 23 milhões, segundo a mesma plataforma.
Cenário geopolítico e movimentações de mercado
No Oriente Médio, três navios petroleiros atravessaram o Estreito de Ormuz durante a madrugada, de acordo com a LSEG. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Irã estaria “suplicando” por um acordo diplomático, mas renovou ameaças de novos ataques caso não haja progresso nos próximos dias, o que mantém o apetite por risco limitado.
Notícias corporativas e fluxo de fundos
No âmbito corporativo do setor, a Strategy anunciou a aquisição de US$ 2 bilhões em bitcoin, ao preço médio de US$ 80.985 por unidade, ampliando sua reserva total para 843.738 bitcoins. Em contrapartida, os ETFs de bitcoin à vista voltaram a registrar resgates: a CoinGlass indica uma saída líquida de US$ 331,1 milhões na véspera, marcando o terceiro dia consecutivo de fluxo negativo e o sétimo em nove pregões.







