O comércio exterior do Brasil no início de 2026 registrou US$ 82,3 bilhões em exportações, um crescimento de 7,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O superávit comercial teve uma expansão de 47,6%, totalizando US$ 14,1 bilhões.
A China, principal parceiro comercial do Brasil e integrante do BRICS, segue como o grande motor das vendas externas brasileiras. As importações chinesas de produtos nacionais cresceram 21,7% no trimestre.
Ao todo, as exportações para o país asiático somaram US$ 23,9 bilhões. A pauta de compras chinesa continua concentrada em commodities primárias, como soja e seus derivados, minério de ferro e petróleo bruto, insumos essenciais para sustentar a base industrial chinesa.
Relação com a União Europeia
Outro destaque foi o desempenho das exportações para a União Europeia, que cresceram 9,7% nos primeiros três meses do ano, atingindo US$ 12,2 bilhões.
O bloco europeu mantém sua posição como parceiro estratégico do Brasil, importando celulose, produtos semi-industrializados e alimentos processados.
Infraestrutura portuária
Mais de 95% do volume total exportado no período foi escoado por portos, setor que exerce papel central na logística de mercadorias brasileiras.
De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, os investimentos no setor portuário tiveram um avanço expressivo. Somente em 2025, foram autorizados e contratados mais de R$ 7,8 bilhões, um incremento de 400% na comparação com o intervalo entre 2019 e 2022.
Segundo o ministro da pasta, a nova abordagem adotada para a infraestrutura logística tem se mostrado peça-chave na política econômica, elevando a eficiência das cadeias produtivas do país.







