Os manguezais ocupam a faixa onde o rio encontra o mar e funcionam como uma barreira natural contra a erosão. As raízes aéreas das árvores seguram o sedimento, reduzem a força das ondas e diminuem os danos provocados por ressacas em comunidades litorâneas.
Além da proteção física, esse ecossistema é berçário de peixes, caranguejos, camarões e moluscos. Boa parte da pesca artesanal brasileira depende de espécies que passam a fase jovem entre as raízes do mangue, o que liga a saúde desse ambiente à renda de milhares de famílias.
Pesquisas apontam que os manguezais armazenam carbono em quantidade superior à de muitas florestas de terra firme, sobretudo no solo encharcado. Quando são aterrados ou drenados, esse estoque volta para a atmosfera e agrava o aquecimento global.
A legislação brasileira classifica o mangue como área de preservação permanente, mas a pressão imobiliária, o lançamento de esgoto e o descarte de lixo seguem ameaçando esses espaços. Iniciativas de replantio e de educação ambiental em escolas costeiras têm ajudado a recuperar áreas degradadas.







