As ilhas de calor são regiões urbanas onde a temperatura fica vários graus acima da registrada em áreas vizinhas. O fenômeno ocorre porque asfalto, concreto e telhados escuros absorvem a radiação solar durante o dia e a liberam lentamente à noite.
A falta de vegetação agrava o problema. Árvores fazem sombra e liberam umidade pela transpiração das folhas, resfriando o ambiente ao redor, enquanto bairros adensados e sem praças acumulam calor por mais tempo.
Os efeitos atingem principalmente a população mais pobre, que vive em moradias com pouca ventilação e longe de parques. Idosos, crianças e pessoas com doenças cardíacas ou respiratórias são os mais vulneráveis em ondas de calor.
Arborização de calçadas, telhados verdes, pavimentos claros e corredores de ventilação estão entre as soluções adotadas por cidades que buscam se adaptar ao clima mais extremo. O planejamento urbano passou a ser visto como ferramenta de saúde pública.
Mapas térmicos feitos a partir de imagens de satélite mostram com clareza onde o calor se concentra. Em muitas cidades, a diferença entre um bairro arborizado e outro sem verde ultrapassa cinco graus no mesmo horário.
Enfrentar as ilhas de calor é também uma questão de justiça social. Levar árvores, praças e espaços de lazer às periferias melhora a qualidade de vida de quem mais sofre com as temperaturas elevadas.






