O governo federal anunciou uma redução expressiva nas áreas queimadas no Brasil, com queda de quase 40% frente à média dos últimos oito anos. O resultado é atribuído ao avanço de uma nova governança do fogo, construída desde 2023, que reúne recursos do Fundo Amazônia e do Fundo Nacional do Meio Ambiente para custear brigadas e equipamentos, inclusive fora da Amazônia, em regiões como Cerrado e Pantanal.
Entre as medidas anunciadas está uma portaria que declara emergência ambiental por risco de incêndios florestais em áreas consideradas vulneráveis, assinada no fim de fevereiro. O pacote também prevê recursos específicos para os Corpos de Bombeiros estaduais fora da Amazônia, pela primeira vez, além de editais voltados a municípios prioritários no Pantanal e na própria Amazônia para a execução de planos operativos de prevenção e combate ao fogo.
O governo ainda anunciou, pela primeira vez, planos de ação para prevenção e controle do desmatamento e das queimadas voltados a todos os biomas brasileiros, com estratégias específicas até 2027. A iniciativa busca dar continuidade a um processo que, segundo o Ministério do Meio Ambiente, começou a ser estruturado ainda em 2023 e vem sendo ajustado a cada nova temporada de seca.
Apesar do avanço, autoridades alertam que o segundo semestre deve trazer mais risco. Reuniões técnicas com institutos como INPE, Inmet e Cemaden já apontam o fim do fenômeno La Niña entre fevereiro e abril, com maior probabilidade de intensificação do El Niño a partir de julho, o que tende a reduzir as chuvas no Norte e no Nordeste e a elevar o perigo de incêndios florestais justamente no período mais crítico do ano.







