As chances de o El Niño se tornar “muito forte” até o final do ano já passam de 80%, segundo dados da Agência Brasil. O fenômeno climático tende a intensificar chuvas em algumas regiões e agravar secas em outras, com reflexos diretos sobre a produção agrícola e o abastecimento de água em várias partes do país.
Especialistas alertam que cidades brasileiras ainda não estão preparadas para lidar com eventos extremos dessa magnitude. Ondas de calor, períodos de seca prolongada e chuvas intensas já vêm cobrando um preço alto em infraestrutura, saúde pública e economia local.
O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro lançou um plano de contingência para o fim de semana, um sinal de que os órgãos públicos começam a se mover diante do risco. Ainda assim, faltam investimentos de longo prazo em drenagem urbana, segurança hídrica e sistemas de alerta antecipado.
Para pesquisadores da área, o Brasil precisa tratar a adaptação climática como prioridade de gestão pública, e não apenas como uma pauta ambiental isolada. A cobrança por políticas concretas cresce, especialmente em municípios que já sofreram com desastres recentes.







