A equipe do CRAS Oeste promoveu, nesta sexta-feira (25), uma palestra destinada aos estudantes da Escola Estadual Maria Alice. O encontro abordou saúde mental, prevenção ao suicídio e inclusão de pessoas com deficiência, integrando as campanhas Setembro Amarelo e Setembro Verde e contando com a participação de 40 adolescentes.
A conversa foi conduzida pelo psicólogo Ricardo Falleiros e pela assistente social Joselli da Silva Eleotério, com a participação do estagiário Calebe dos Santos Cheberle. Durante a atividade, foram debatidas a valorização da vida, a relevância da escuta e do acolhimento, e a importância de buscar auxílio diante de sofrimento emocional. Também entraram em pauta o preconceito, a exclusão e as barreiras que as pessoas com deficiência enfrentam.
Na avaliação do psicólogo Ricardo Falleiros, dialogar sobre esses assuntos com adolescentes contribui para ampliar o acesso à informação e incentivar a procura por apoio. “Nem sempre quem está sofrendo consegue pedir ajuda. Por isso, ouvir sem julgamentos, acolher com empatia e demonstrar que estamos presentes pode fazer toda a diferença. Falar sobre saúde mental e prevenção do suicídio é falar sobre cuidado, esperança e vida”, declarou.
Ações do CRAS Oeste ao longo do ano
A realização de atividades de orientação em escolas integra o conjunto de ações que o CRAS Oeste desenvolve durante o ano. O serviço também promove rodas de conversa e encontros na própria unidade, conforme os temas das campanhas e as demandas identificadas no território. Em 2026, a equipe já realizou ações em escolas da região durante o Maio Laranja, com foco na prevenção da violência contra crianças e adolescentes, e participou de atividade sobre os riscos do consumo de álcool na adolescência.
De acordo com a coordenadora do CRAS Oeste, Kelly Prado, levar essas discussões para diferentes espaços possibilita que a equipe dialogue diretamente com públicos variados. “O CRAS trabalha esses temas tanto na unidade quanto nas escolas e em outros espaços do território. A proposta é levar informação e criar oportunidades para que crianças, adolescentes, famílias e comunidade possam falar sobre questões que fazem parte do cotidiano”, explicou.
Kelly Prado também ressalta que a abordagem da saúde mental entre os jovens deve estar presente nas ações de prevenção. “Quando a gente abre espaço para o diálogo, também facilita que o adolescente reconheça situações de sofrimento, saiba onde buscar ajuda e entenda que não precisa lidar sozinho com aquilo que está vivendo”, afirmou.
Rede de proteção social
O CRAS Oeste faz parte da rede de proteção social do município e atua na prevenção de situações de vulnerabilidade e risco social, oferecendo atendimento às famílias e indivíduos do território. Entre suas atividades estão acolhimentos, atendimentos e ações coletivas de orientação e fortalecimento de vínculos.







