Um artigo no Vida Simples sobre o podcast Pod Ser Simples, com a Jacqueline Pereira, traz reflexões profundas sobre o quanto, muitas vezes, passamos a vida num esforço exaustivo para agradar aos outros, esquecendo de quem somos no processo.
O texto toca num ponto muito delicado: a necessidade de pertencimento. Aprendemos, desde cedo ou fomos “educastrados”, como ela bem define, que, para ser aceito, precisamos nos moldar às expectativas alheias. O problema é que esse “encaixe” tem um custo alto e, pouco a pouco, vamos construindo máscaras que nos distanciam da nossa natureza.
O relato de Jacqueline sobre sua transição de carreira faz pensar bastante. Ela era dentista, tinha uma trajetória consolidada de 17 anos, mas o corpo começou a “gritar”, as crises de ansiedade na porta do consultório eram o sinal claro de que ela estava desconectada do seu propósito. É um lembrete importante de que, se não escutamos os sussurros da nossa essência, a vida acaba encontrando formas mais intensas de nos chamar a atenção.
Em um trecho marcante ela fala sobre o tal “coeficiente de sentido”. Ela propõe que, em vez de ficarmos presos apenas ao intelectual ou ao emocional, acessemos uma camada mais espiritual através de três perguntas fundamentais:
Quem sou eu?
Qual é a minha verdade interior?
O que vim fazer aqui?
É importante refletir sobre como a gente normaliza nossos talentos. Às vezes, achamos que o que fazemos bem é “básico” ou tememos que reconhecer nossas habilidades soe como arrogância. Mas, como ela pontua, a verdadeira humildade não é se esconder, mas reconhecer nossas competências e limites para colocá-los a serviço da vida.
No fim, a história dela na Casa Gente de Verdade mostra que a autenticidade não é um caminho egoísta. Quando a gente para de buscar aprovação externa e passa a se “gestar” e a se validar por dentro, a vida flui com uma abundância que não depende de dinheiro ou circunstâncias, mas da integridade de ser quem realmente somos.
É um convite corajoso para atravessar esse túnel do autoconhecimento. E você, sente que hoje consegue ser você mesmo quando as “luzes se apagam” e ninguém está olhando?







