A segunda semifinal do WTA 1000 de Madri não contará com o tradicional cumprimento entre as duas tenistas em quadra, e a razão, mais uma vez, reside no conflito entre Rússia e Ucrânia. Após garantir vaga na penúltima rodada, a ucraniana Marta Kostyuk foi questionada se estenderia a mão para Anastasia Potapova. A adversária, nascida na Rússia, mudou sua nacionalidade para a Áustria depois que seu visto de residência permanente no país foi aprovado no final do ano passado.
Desde 2022, tenistas nascidas na Rússia ou em Belarus competem no circuito sob bandeiras neutras, sem exibir símbolos nacionais. Como forma de protesto, as atletas ucranianas têm se recusado a cumprimentar adversárias desses países. A exceção era Daria Kasatkina, que também alterou sua nacionalidade e agora representa a Austrália.
“A única pessoa que cumprimento é a Daria Kasatkina, porque ela não apenas mudou o passaporte, mas também declarou abertamente que não apoia a guerra. Por esse motivo, eu e algumas outras meninas decidimos apertar a mão dela, puramente por respeito”, afirmou Kostyuk. “Sei que outras jogadoras mudaram de nacionalidade, mas nenhuma delas se manifestou publicamente contra a guerra ou disse algo em apoio ao povo ucraniano. Então, para mim, isso não muda absolutamente nada”.
Invicta há dez partidas no saibro e vindo de um título em Rouen, a ucraniana também comentou sobre o confronto com Potapova, que entrou na chave como lucky-loser e realiza uma campanha notável. “Ela teve uma trajetória excelente aqui, está confortável e parece confiante. Ela já se saiu muito bem em Linz, chegando à final, então será uma grande partida. É a primeira vez que ela chega a uma semifinal de WTA 1000 no saibro, assim como eu. Será interessante. Estou animada para entrar em quadra e descobrir até onde posso ir”.
Vitória sobre Noskova nas quartas
A classificação para a semifinal veio com uma vitória por 7/6 (7-1) e 6/0 sobre a tcheca Linda Noskova, 13ª colocada no ranking. “Acho que a Linda é uma jogadora muito forte e não foi fácil devolver o saque dela. As condições estavam incrivelmente difíceis para nós duas, com muito vento e muito frio. Acho que às vezes não tínhamos certeza para onde a bola iria. Eu apenas tentei me manter nos pontos”, explicou Kostyuk. “Tentei fazê-la se movimentar ou pressionar o segundo saque dela. Fico feliz por ter executado minha estratégia muito bem hoje”.
A tenista de 23 anos praticou ginástica artística na infância. Durante seus anos no circuito juvenil, tornou-se conhecida por executar mortais para trás após suas vitórias. “Acho que se eu chegar à final, vou praticar antes, porque não me lembro da última vez que fiz um. Talvez eu já esteja velha demais, sabe? Mas vou praticar, prometo”.







