Especialistas apontam que estudar por muitas horas diariamente não assegura um bom resultado; o fundamental é a qualidade da preparação e a regularidade nos estudos. Resolver exercícios, realizar simulados, revisar conteúdos com frequência e manter uma rotina organizada são táticas mais eficientes do que longas maratonas de aprendizado. Recomenda-se uma rotina equilibrada, com tempo para descanso e sono, além de evitar comparações com cronogramas vistos em redes sociais, que podem intensificar a ansiedade.
- Especialistas afirmam que estudar muitas horas por dia não garante uma boa nota; o mais importante é a qualidade da preparação e a constância nos estudos;
- Resolver exercícios, fazer simulados, revisar conteúdos regularmente e manter uma rotina organizada são estratégias mais eficazes do que longas maratonas de estudo;
- Especialistas recomendam uma rotina sustentável, com tempo para descanso e sono, além de evitar comparações com cronogramas divulgados nas redes sociais, que podem aumentar a ansiedade.
Com a proximidade da aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, diversos estudantes intensificam a rotina de estudos e procuram formas de elevar as chances de obter uma boa nota. Nas redes sociais, é comum encontrar vídeos exibindo cronogramas de oito, dez ou até 12 horas de estudos diários, o que pode transmitir a ideia de que apenas longas jornadas resultam em um desempenho satisfatório.
Para Claudio Matos, CEO da Kultivi, a exposição frequente a rotinas tidas como “perfeitas” na internet pode criar expectativas irreais entre os candidatos. “Vivemos um momento em que as redes sociais mostram apenas o lado mais intenso da preparação, como se estudar o dia inteiro fosse a única forma de alcançar uma boa nota. Isso cria uma expectativa irreal e faz muitos jovens acreditarem que nunca estão fazendo o suficiente”, comenta Matos.
A autora de conteúdos educacionais da Kultivi, Julia Konofal, afirma que essa lógica nem sempre corresponde à realidade. Segundo ela, a qualidade da preparação, aliada a uma rotina consistente e estratégias de aprendizagem, costuma ser mais importante do que a quantidade de horas dedicadas aos livros. “O cérebro não funciona como uma máquina que produz mais resultados apenas porque ficou mais tempo ligada. Existe um limite para a concentração, e estudar além desse ponto nem sempre traz benefícios”, esclarece Konofal.
Quantas horas precisa estudar para o Enem 2026?
Para Julia Konofal, um dos principais equívocos dos candidatos é transformar a carga horária em uma competição. “Muitos estudantes passam a acreditar que estão atrasados porque não conseguem estudar dez horas por dia, quando, na verdade, esse tipo de comparação costuma gerar ansiedade e prejudicar o aprendizado”, afirma a autora. Isso significa que, para os especialistas da Kultivi, não existe uma quantidade de horas ideal para todos os candidatos.
“Mais do que perseguir um número de horas, o verdadeiro diferencial está na capacidade de transformar o tempo disponível em aprendizado efetivo. Em um exame tão concorrido quanto o Enem, foco, planejamento e regularidade continuam sendo muito mais importantes do que qualquer maratona de estudos”, explica Claudio Matos.
Ainda segundo os especialistas, embora não exista uma fórmula única para todos os candidatos, uma rotina de três a seis horas líquidas de estudo por dia, combinada com revisões periódicas, resolução de questões, simulados e momentos de descanso, costuma ser suficiente para construir uma preparação consistente. “Quando o aluno aprende a aproveitar melhor cada hora de estudo, ganha confiança, reduz a ansiedade e aumenta significativamente suas chances de alcançar o resultado que deseja”, ressalta Matos.
Qual a melhor forma de estudar para o Enem 2026?
De acordo com a especialista Konofal, o desempenho está mais relacionado à forma como o estudante aprende do que ao tempo total dedicado aos estudos. “A preparação precisa ser personalizada. O tempo disponível, a base de conhecimento, a nota desejada e a rotina de cada estudante fazem toda a diferença. O mais importante é construir uma rotina sustentável. Não adianta estudar intensamente durante uma semana e abandonar tudo na seguinte. A constância é um dos principais fatores para um bom desempenho”, orienta Julia Konofal.
Em vez de apenas reler apostilas ou fazer resumos, a autora da Kultivi recomenda utilizar técnicas que estimulem a participação ativa do estudante durante o aprendizado. “Resolver exercícios, fazer simulados, revisar a matéria em intervalos regulares e explicar o conteúdo com as próprias palavras faz o cérebro trabalhar de maneira muito mais eficiente. Três horas de estudo realmente concentrado costumam valer muito mais do que uma maratona repleta de distrações e interrupções”, aconselha Konofal.
Segundo ela, essa estratégia ajuda a fixar melhor os conteúdos e identificar dificuldades antes da prova. Matos também ressalta que ter acesso ao conteúdo não basta para garantir um bom desempenho no Enem. “Hoje existe muito conteúdo disponível gratuitamente, mas informação, sozinha, não garante aprendizado. O estudante precisa de estratégia, método e organização”, afirma Claudio Matos.
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