O compromisso brasileiro de zerar o desmatamento ilegal até 2030 segue como uma das referências centrais da agenda ambiental do país em 2026, ano em que o tema ganha ainda mais relevância por coincidir com o calendário eleitoral. Os brasileiros vão às urnas para escolher presidente, governadores, senadores e deputados, e a proteção do patrimônio natural aparece entre os assuntos que devem mobilizar debates entre candidatos, ao lado de temas como legislação ambiental, transição energética e políticas de desenvolvimento sustentável.
Segundo especialistas que acompanham a pauta, a disputa pela Presidência deve trazer à tona discussões sobre a dependência de combustíveis fósseis e sobre como o novo marco de licenciamento ambiental influencia o ritmo do desenvolvimento econômico. A redução do desmatamento, associada à meta de zerar a destruição ilegal da vegetação nativa até o fim da década, tende a ocupar posição de destaque justamente por já ter avançado nos últimos anos, com queda consecutiva registrada nos dados oficiais de monitoramento por satélite da Amazônia.
O período pós-COP30, realizada em Belém no fim de 2025, também molda o debate. Segundo o presidente da conferência, o ano de 2026 deve ser guiado por três eixos centrais: a construção de um roteiro para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, o avanço no combate ao desmatamento e a ampliação da restauração florestal. Esses eixos devem servir de referência não apenas para políticas públicas, mas também para o discurso de candidatos que buscarão se posicionar como defensores da agenda ambiental durante a campanha eleitoral.







