Uma pesquisa recente revela um panorama desafiador para os profissionais que atuam como freelancers ou no regime de Pessoa Jurídica (PJ) no Brasil. De acordo com o levantamento, metade desses trabalhadores ingressou nessa modalidade por falta de alternativas no mercado formal, e 74% enfrentam a instabilidade financeira como principal obstáculo.
Escolha ou falta de opção?
Com as empresas adotando cada vez mais modelos flexíveis de contratação e profissionais em busca de novas formas de geração de renda, o trabalho freelancer e o regime PJ se consolidaram no mercado de trabalho brasileiro. No entanto, os dados indicam que essa mudança nem sempre acontece por escolha.
O estudo, conduzido pela HUG, companhia focada em curadoria, alocação e desenvolvimento de profissionais de comunicação e marketing, aponta que grande parte dos trabalhadores entrou no universo freelancer por necessidade, frequentemente como resposta a dificuldades de recolocação ou à carência de oportunidades no mercado tradicional.
Dados da pesquisa sobre freelancers
Segundo a pesquisa, 50% dos entrevistados afirmam que começaram a atuar como freelancer ou PJ por necessidade e seguem nesse modelo atualmente. Outros 20,4% também iniciaram a carreira independente por necessidade, mas hoje permanecem nesse formato por opção. Apenas uma minoria declarou ter planejado a migração para o trabalho autônomo desde o início da trajetória profissional.
Esse cenário sugere que, embora a flexibilidade e a autonomia sejam características frequentemente associadas ao trabalho freelancer, a realidade de muitos profissionais começou como uma adaptação forçada às condições do mercado.
Para Gustavo Loureiro Gomes, fundador e CEO da HUG, o crescimento desse modelo demanda uma estrutura mais sólida tanto para empresas quanto para os trabalhadores.







