A EEEFM Hildebrando Lucas, situada em Vitória, promoveu duas ações pedagógicas voltadas aos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). As iniciativas buscaram estimular o aprendizado prático, a conscientização coletiva e o incentivo ao protagonismo dos estudantes.
A primeira proposta uniu tecnologia e sustentabilidade por meio da reciclagem criativa. Alunos da 1ª e 3ª etapas da EJA participaram de uma aula prática coordenada pela professora Sandra de Almeida Valim, responsável pela disciplina de Cultura Digital, que converteu materiais descartáveis em recursos visuais tecnológicos com a produção de hologramas sustentáveis.
Com estruturas simples montadas a partir de itens reaproveitados e a tela do celular, os estudantes construíram prismas capazes de projetar imagens com efeito holográfico. A dinâmica possibilitou a compreensão prática de conceitos ligados à reflexão da luz e ao funcionamento de aparelhos digitais do dia a dia, além de incentivar a criatividade e a reflexão acerca da sustentabilidade e da reciclagem.
“Nosso intuito era demonstrar que a tecnologia avançada pode ser assimilada de forma simples e sustentável. Observar o entusiasmo dos alunos ao transformarem resíduos em inovação confirma que o aprendizado prático na EJA constitui uma relevante via para o letramento digital”, comentou a docente Sandra de Almeida Valim.
Ações de saúde integram teoria sociológica e prática comunitária
Paralelamente, na última sexta-feira (08), a unidade escolar também organizou uma ação que combinou teoria sociológica, prática técnica e saúde comunitária. A atividade foi conduzida pela professora de Sociologia Robertha da Silva Dal Berto, com a colaboração da docente Dayane, do curso técnico de Agente de Combate às Endemias, oferecido de forma concomitante ao Ensino Médio.
Em parceria com estudantes de Medicina da Multivix, os participantes realizaram atividades voltadas ao autocuidado, como aferição de pressão arterial, medição de glicemia e um diálogo interativo sobre saúde pública e qualidade de vida. A iniciativa visou apresentar a saúde como um direito social e um elemento de dignidade humana, vinculando os temas da Sociologia às práticas de saúde pública e à vivência dos educandos.
“Ver nossos alunos da EJA dialogando com futuros médicos é a prova de que a educação rompe barreiras. Meu papel como professora de Sociologia é justamente este: mediar o conhecimento para que eles entendam a saúde como um direito e percebam que o universo acadêmico também pertence a eles”, destacou a professora Robertha da Silva Dal Berto.







