A Fitch Ratings avaliou, na segunda-feira (26), que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumenta as incertezas fiscais no país e pode dificultar uma estabilização duradoura da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).
Em nota, a agência afirmou que não está claro se Lula manterá, em seu quarto mandato, a agenda de ampliação dos gastos sociais financiados por receitas maiores. A Fitch ponderou ainda que o perfil cada vez mais independente e de centro-direita do Congresso Nacional pode representar um obstáculo ao avanço de medidas nessa direção.
“A Fitch acompanhará a composição da equipe econômica e as primeiras sinalizações do presidente Lula e de sua equipe sobre ajustes fiscais.”
A agência destacou que, na reta final da campanha eleitoral, Lula adotou uma série de medidas para ampliar gastos sociais que podem entrar em conflito com sua promessa de cumprir o arcabouço fiscal vigente.
“Com a vitória de Lula e a pouca clareza sobre seus planos de ajuste, o cenário-base da Fitch prevê apenas uma consolidação fiscal gradual, o que seria insuficiente para estabilizar a relação dívida/PIB, a menos que uma reação adversa do mercado force um ajuste mais acentuado”, disse a agência.







