Empresas optantes do Simples Nacional e microempreendedores individuais têm até setembro de 2026 para decidir se continuarão no regime tributário favorecido a partir do ano seguinte ou se vão migrar para o novo sistema criado pela reforma tributária, baseado na Contribuição sobre Bens e Serviços e no Imposto sobre Bens e Serviços. A decisão é considerada estratégica, já que impacta diretamente a carga tributária e a forma de emissão de documentos fiscais dos pequenos negócios brasileiros.
Especialistas em contabilidade recomendam que empresários avaliem com cuidado o setor de atuação e a estrutura de custos do próprio negócio antes de decidir pela migração. Em determinados casos, especialmente entre empresas com fornecedores que já operam no novo sistema, permanecer no regime simplificado pode significar perda de créditos tributários ao longo da cadeia produtiva, o que tornaria a migração para o modelo geral mais vantajosa financeiramente, apesar da maior complexidade operacional.
A transição também exige atenção redobrada de contadores e escritórios de contabilidade, que precisam orientar seus clientes sobre prazos, documentação e impactos práticos de cada escolha. Como o novo sistema tributário deve se consolidar de forma gradual até 2033, a decisão tomada agora pelas pequenas empresas não é definitiva, mas estabelece o ponto de partida da relação de cada negócio com o novo modelo de cobrança de impostos que vai substituir tributos como ICMS, ISS, PIS e Cofins ao longo da próxima década.







