Mais de noventa por cento do excesso de calor gerado pelo aquecimento global é absorvido pelos oceanos, o que faz das águas do planeta um dos principais amplificadores das mudanças climáticas na atualidade. Segundo especialistas em clima, superfícies oceânicas mais quentes alteram correntes marítimas, intensificam a evaporação e fornecem energia adicional para a formação de tempestades mais severas, um padrão que deve continuar influenciando o clima global ao longo de 2026.
Esse fenômeno vai além do campo estritamente meteorológico. Regiões costeiras enfrentam riscos crescentes tanto para a infraestrutura urbana quanto para a biodiversidade marinha e a segurança das populações que vivem em áreas próximas ao mar. Ondas de calor prolongadas, associadas a esse aquecimento, deixaram de ser vistas apenas como episódios pontuais de desconforto térmico e passaram a ser tratadas como um fator estrutural de risco à saúde pública, especialmente entre populações mais vulneráveis.
Segundo climatologistas, a energia térmica acumulada nos oceanos ao longo dos últimos anos se transfere de forma quase integral para o novo ciclo climático, o que significa que o sistema climático global inicia 2026 já carregado de energia armazenada, concentrações elevadas de gases de efeito estufa e pressões contínuas sobre os sistemas naturais. Diante desse cenário, especialistas defendem que estratégias de adaptação climática deixem de ser tratadas como complementares e passem a ocupar posição central no planejamento de setores mais expostos, como agricultura, infraestrutura urbana e gestão de recursos hídricos.







