Os norte-americanos devem se preparar para preços altos de petróleo e gasolina até o fim de setembro, mesmo que o Estreito de Ormuz seja reaberto em breve, declarou Bob McNally, presidente da Rapidan Energy, neste domingo (14).
Segundo ele, os “amortecedores” que favoreceram o mercado global de petróleo nos meses de março, abril e maio estão perdendo o efeito, alertou durante participação no programa “This Week”, da ABC News.
Um desses mecanismos é a reserva estratégica dos Estados Unidos, que está se esgotando diante da interrupção global do abastecimento de petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio. De acordo com a Energy Information Administration (EIA), o estoque caiu mais de 7,9 milhões de barris entre 29 de maio e 5 de junho.
Apesar de o presidente Donald Trump ter indicado que um acordo de paz com o Irã poderia ser firmado neste domingo (14), ainda não há detalhes concretos sobre sua assinatura.
McNally enfatizou que “o petróleo fluirá” se houver um acordo duradouro entre EUA e Irã. Caso contrário, os valores do petróleo podem saltar para a faixa dos US$ 100, e a gasolina nos EUA, que vem recuando constantemente nas últimas semanas, pode registrar um novo recorde de US$ 5 por galão. Segundo a Associação Automobilística Americana (AAA), o preço médio nacional da gasolina estava em US$ 4,07 por galão neste domingo (14).
Os preços do petróleo, que haviam superado os US$ 100 por barril em março, tiveram uma leve queda. O Brent, referência internacional, encerrou a sexta-feira (12) a US$ 82,25, e o WTI, referência nos EUA, a US$ 84,29 — recuos de 0,4% e 0,7%, respectivamente.
A reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente um quinto de todo o petróleo global, é vista como fundamental para encerrar a maior interrupção no fornecimento de petróleo já registrada. McNally destacou que mais de um bilhão de barris foram perdidos em decorrência do conflito.






