O secretário Estadual de Segurança Pública do Espírito Santo (Sesp), Coronel Márcio Celante, garantiu, em entrevista coletiva concedida no início da tarde deste domingo (16), que as mortes de dois soldados em Cariacica, nesta madrugada, não tiveram qualquer relação com os ataques criminosos, em especial a coletivos, ocorridos na última semana na Grande Vitória.
Segundo a autoridade, o caso tratou-se tão somente de um roubo, em que houve um trabalho efetivo dos policiais, mas que infelizmente os dois acabaram morrendo. “Foi uma ação covarde dos criminosos e a investigação com mais profundidade vai conseguir confirmar toda a dinâmica desse crime”, disse.
Para ele, a solução do caso foi mais uma resposta quase imediata das forças de segurança à criminalidade no Estado. Ele contou, em coletiva, que o trabalho de buscas pelos suspeitos teve início por volta de 3h da manhã, e que, com menos de 7h, contando com um serviço intenso de inteligência, integrado entre a Sesp, a PM e PC, foi possível prender os quatro criminosos.
Assalto
Foi neste momento que um segundo veículo se aproximou dos ocupantes. Um homem que preferiu não ser identificado contou que a princípio os suspeitos ofereceram ajuda, mas logo em seguida anunciaram o assalto.
De acordo com testemunhas, os assaltantes eram dois homens e duas mulheres. Os criminosos roubaram os pertences do grupo e uma das mulheres teria ainda atirado contra uma pessoa, no entanto, a bala atingiu a cabeça de raspão.
Perseguição termina na morte dos agentes
De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública, os militares estavam perseguindo o veículo dos assaltantes e, ao abordar os suspeitos, foram surpreendidos pelos criminosos que se esconderam atrás de um caminhão. As rodas do veículo foram atingidas assim como o tanque foi perfurado.
Foram os próprios militares que socorreram as vítimas. Eles foram levados para um hospital particular do município, mas já chegaram sem vida. Uma moradora conta que tudo aconteceu por volta das 3h da manhã e que foram ouvidos muitos tiros.
Segundo consta no registro da ocorrência, as armas dos policiais foram levadas pelos criminosos.
Além de soldado na Polícia Militar, Paulo Eduardo Celini era bacharel em Educação Física e havia se casado há poucos meses. Já Bruno Mayer, também era casado e deixa esposa e uma filha.
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