A morte de Jonathan Candida Cardoso, de 26 anos, em um confronto com a polícia, na última segunda-feira (11), no bairro Bonfim, desencadeou uma série de ataques a ônibus na capital do Estado. Segundo a polícia, seis coletivos foram incendiados por bandidos e um metralhado, a mando de Fernando Moraes Pereira Pimenta, o “Marujo”, traficante mais procurado do ES. O jovem morto era conhecido como “faixa preta” e fazia a segurança do “Marujo”.
A nossa equipe conversou com o Dr. Marcelo Cavalcanti, titular da Delegacia Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) de Vitória, que deu detalhes sobre o trabalho da polícia em captura o criminoso. “A gente sabe que ele não para em local, que ele vai para o Rio de Janeiro e isso dificulta um pouco. Mas não temos dúvidas que com os trabalhos que as polícias estão fazendo, através do CIAT, o Centro de Inteligência e Análise Telemática ele será preso o mais rápido possível”, explicou.
O delegado falou um pouco sobre marujo e sua articulação. “Ele é um criminoso, foragido da justiça, com sete mandados de prisão em aberto, articulado e apontado como número 2 da hierarquia do crime e do Primeiro Comando de Vitória (PCV). Em bairros específicos, em que é subordinado ao traficante Carlos Alberto Furtado que está o presídio. Hoje, ele (Marujo) é, sim, considerado o bandido mais procurado do Estado”, afirmou.
Em seguida, Cavalcanti deu detalhes da estrutura da organização criminosa, que Marujo faz parte. “Por outras operações, temos monitorado todos os integrantes e o trabalho de investigação serviu para revelar o obscuro da organização criminosa. Foi possível investigar que existia um conselho, batismo, caixinha… O PCV nasceu dentro do presídio capixaba e ali criaram um estatuto. A gente sabe também que o PCV tem maior afinidade com o Comando Vermelho”, pontuou Cavalcanti.
Ao ser questionado sobre o vai e vem do traficante em sair do Estado e não ser interceptado, Dr. Marcelo falou sobre a estratégia da polícia. “Existem várias técnicas, mas não vamos revelar para não atrapalhar as investigações que ainda continuam. Mas a Polícia Civil, o ministério público, através do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), todos tem feito operações que buscam em efetuar a prisão desse criminoso de forma direta ou indireta”, concluiu.
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Caçada a Marujo não tem hora para acabar: “Vamos prendê-lo”, afirma delegado







