Câncer colorretal: doença silenciosa e o terceiro mais comum no Brasil; entenda os sintomas

O câncer colorretal é silencioso e terceiro mais comum no País, segundo informações do Inca (Instituto Nacional do Câncer). É o mesmo que vitimou, no dia 3 de julho, Patricia Perissinotto, esposa de Andreas Kisser, guitarrista da banda de heavy metal Sepultura. Ela tinha 52 anos de idade.

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O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso e no reto. É um tipo de câncer silencioso, que não costuma apresentar sinais, o que dificulta sua detecção precoce. Ainda de acordo com o Inca, a incidência é maior a partir dos 50 anos, e a doença acomete homens e mulheres em igual proporção.

No entanto, estar atento às mudanças no corpo e aos sintomas pode auxiliar na descoberta precoce da doença, que é curável. Principalmente quando diagnosticado na forma inicial no intestino grosso (o cólon) e o reto (final do intestino, porção localizada antes do ânus), antes de se espalhar para outros órgão.

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A oncologista clínica Cintia Nascimento Givigi, da Oncoclínicas Espírito Santo, lista fatores de risco da doença. “Uma alimentação que é rica em gorduras e pobre em fibras, além do consumo constante de bebidas alcoólicas e cigarro podem levar a esse tipo de câncer. Algumas síndromes familiares genéticas, como síndrome de Lynch, podem causar uma predisposição precoce”, relata.

Já de acordo com a oncologista clínica Fernanda Cesar de Oliveira, da Oncoclínicas ES, o principal sintoma da doença é a perda de peso. “Pessoas que perderam peso sem estar fazendo uma atividade física ou dieta devem ficar atentas. O ideal é investigar”, explica.

Outro sinal que pode indicar a formação de pólipos ou tumores no cólon ou reto é a mudança dos hábitos intestinais. Se o paciente não tem histórico de constipação, mas percebe que está ficando com intestino preso com frequência, ou se passa a ter mais diarreia, deve procurar atendimento médico e realizar exames. “Mudança no formato das fezes, evacuação de sangue, dor ou inchaço abdominal e perda de apetite também são sintomas comuns”, ressaltou Fernanda.

Prevenção e diagnóstico

Como a doença quase sempre se desenvolve a partir de pólipos, que são lesões benignas que crescem na parede do intestino, a prevenção está associada ao monitoramento por meio de exames de investigação, evitando que as lesões se transformem em câncer por meio da retirada dos pólipos.

De acordo com a oncologista clínica Cintia Givigi, a colonoscopia é o exame principal para monitoramento e prevenção. “Após os 50 anos, recomendamos que a realização de colonoscopia anualmente, mas já há algumas novas diretrizes indicando iniciar com 45 anos. Em alguns casos, como na presença de pólipos de alto grau, a realização mais frequente a cada 1 a 2 anos. Em casos de sintomas, como constipação intestinal ou diarreia frequente, ela ser realizada antes dos 45, 50 anos”, orienta.

 

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