Estudo da Universidade Católica Australiana descobriu que seis em cada 10 indivíduos de uma amostra de 8,5 mil relataram ter apanhado dos pais ou responsáveis pelo menos quatro vezes durante seus primeiros anos. De acordo com os pesquisadores, as palmadas estão associadas a um aumento nos problemas de saúde mental das pessoas no início da idade adulta.
Outro dado que chamou a a atenção dos pesquisadores australianos é que meninas que apanhavam quando crianças eram 1,8 vezes mais propensas a desenvolver um transtorno depressivo maior. Aquelas que sofreram violência também eram 2,1 vezes mais propensas a sentir ansiedade.
Já os jovens relataram problemas semelhantes, sendo quase duas vezes mais propensos a desenvolver depressão e ansiedade se fossem punidos fisicamente quando crianças. A pesquisa foi elaborada com idades pessoas entre 16 e 24 anos.
Baseado nos resultados do estudo, o professor da Universidade Católica Australiana, Daryl Higgins, agora está pedindo que o castigo físico seja proibido no país, onde a prática ainda é legal. Lá, diferentes estados têm suas próprias regras para o que é considerado lícito ao disciplinar crianças.
Em New South Wales, a punição não deve “causar dor que dure mais do que um breve momento” e “evitar o pescoço ou a cabeça”.
Já em Victoria, a palmada deve ser considerada “razoável diante das circunstâncias”, mas ainda legal.






