Dia 10 de novembro comemora-se o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, instituído pela Portaria de consolidação GM nº 1/2017/MS para conscientização, educação e prevenção de problemas auditivos.
Como cuidar da audição e prevenir uma perda auditiva?
O cuidado com a audição começa antes do nascimento. Uma gestante recebe orientações médicas para não usar medicamentos ototóxicos, não ser exposta a raio-x e cuidar da saúde em geral, mas outros cuidados e informações são importantes.
O que pode afetar a audição:
- Infecção congênita por citomegalovírus (da família do herpes) – transmitida de mãe para filho, sendo uma das causas de surdez ao nascimento, pois o vírus lesiona as células ciliadas da cóclea;
- Rubéola e toxoplasmose;
- Falta de oxigênio, prematuridade extrema, baixo peso e icterícia grave, durante o parto;
- Meningite, caxumba, sarampo, otites de repetição e traumatismo craniano em crianças;
- Uso de objetos pontiagudos ou cotonetes introduzidos dentro do canal do ouvido, por jovens e pessoas idosas;
- Uso prolongado de fones de ouvido, em volume elevado, causam perda auditiva gradual e zumbido (OMS).
Com relação ao cuidado do recém-nascido, a Triagem Auditiva Neonatal, rastreia precocemente a audição. Sobre fones de ouvido usados por jovens e adultos, recomenda-se o uso de 60% do volume e pausas regulares. No trabalho, protetores auriculares, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são necessários durante exposição a ruídos intensos e prolongados.
Importante Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva (2004) de cuidados com audição foi instituída como rede de assistência e serviços do SUS, integrando a atenção básica, a média e a alta complexidade, para municípios, estados e Distrito Federal a fim de:
- Triar e monitorar a audição de recém-nascidos;
- Reduzir a incidência de perda auditiva;
- Prevenir, identificar, precocemente, problemas auditivos em pessoas de todas as idades e trabalhadores expostos a ruídos;
- Diagnosticar e realizar terapia fonoaudiológica;
- Indicar, selecionar e adaptar aparelhos auditivos;
- Realizar ações informativas, educativas e de orientação familiar.
Essa política objetiva a equidade no atendimento à pessoa com deficiência auditiva e permite que o SUS ofereça Aparelho Auditivo, Implante Coclear (IC) e Sistema FM (tecnologia assistiva sem fio) – acoplado a ambos, como contribuição para o processo de aprendizado de crianças e jovens, pois garantem compensação de uma limitação sensorial, permitindo a superação de barreiras comunicativas.
Os serviços de saúde auditiva do SUS e Centros Especializados em Reabilitação (CER) – modalidade auditiva – objetivam avaliar, diagnosticar a perda auditiva, fazer seleção e dispensação de Aparelhos Auditivos, sistema FM e reabilitação fonoaudiológica para prevenir, promover, diagnosticar e tratar os tipos e graus de perda auditiva.
O CER, modalidade auditiva de média complexidade, recebe o usuário encaminhado pelo profissional da saúde da Unidade Básica de Sáude – realiza o diagnóstico, adaptação do aparelho auditivo e terapia fonoaudiológica. No ES são os seguintes:
- Centro de Reabilitação Física – CREFES Audiologia (CER II – física e auditiva), Vila Velha.
- Associação Pestalozzi — CER III (física, intelectual e auditiva), Guarapari.
- APAE Colatina — CER IV (auditiva e outras).
- HUCAM (Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes) — referência em cirurgia de implante coclear (alta complexidade).
A terapia fonoaudiológica pode ser realizada em Clínicas-escolas de Fonoaudiologia das universidades, gratuitamente, além de toda a rede de cuidados.
Por fim, ressalto que os diferentes graus, tipos de perda auditiva, congênita ou adquirida, afetam pessoas de qualquer idade, dificultam a comunicação, o aprendizado acadêmico, as relações de trabalho e sociais. Por isso, deixo uma reflexão:
“Proteja sua audição para continuar ouvindo os sons da vida”.
Sugestão:
Como adquirir aparelho auditivo ou Sistema FM no SUS? Disponível em:
Uso de fones de ouvido deve ser moderado para evitar danos à audição. Disponível em: <https://drauziovarella.uol.com.br/otorrinolaringologia/uso-de-fones-de-ouvido-deve-ser-moderado-para-evitar-danos-a-audicao/>






