Faltando dez dias para o primeiro turno, os candidatos à Presidência da República já desembolsaram, juntos, mais de R$ 156 milhões com as campanhas eleitorais. Os números foram levantados pelo InfoMoney com base nas prestações de contas parciais enviadas pelas candidaturas ao Tribunal Superior Eleitoral até a quarta-feira (23).
Até este momento, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocupa o topo do ranking de despesas, com R$ 65,6 milhões investidos na busca pela reeleição.
Logo depois, aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se mantém tecnicamente empatado com Lula nas pesquisas de segundo turno. Em sua primeira disputa presidencial, ele aplicou R$ 56,1 milhões. O montante corresponde a 63,10% do que seu pai, Jair Bolsonaro, gastou nas eleições de 2022, quando utilizou R$ 89 milhões ao longo dos dois turnos.
A maior parte dos investimentos de ambas as campanhas foi direcionada a “serviços prestados por terceiros”. No caso de Flávio, foram R$ 41.655.476,69, enquanto Lula destinou R$ 40.779.095,36.
Na terceira posição do ranking está a campanha de Ronaldo Caiado (PSD). Apesar de registrar 1,3% das intenções de voto no primeiro turno, conforme a última pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, o ex-governador de Goiás já gastou R$ 24,5 milhões na tentativa de conquistar a Presidência.
Confira o ranking:
- Lula (PT) – R$ 65.682.712,27
- Flávio Bolsonaro (PL) – R$ 56.194.559,56
- Ronaldo Caiado (PSD) – R$ 24.541.783,48
- Romeu Zema (NOVO) – R$ 4.325.102,80
- Renan dos Santos (MISSÃO) – R$ 1.283.095,57
- Hertz da Conceição Dias (PSTU) – R$ 1.050.122,62
- Clariana Barao (DC) – R$ 998.569,68
- Wilson Grassi Junior (DEMOCRATA) – R$ 850.019,66
- Samara Martins (UP) – R$ 642.953,76
- Augusto Cury (AVANTE) – R$ 440.166,67
- Edmilson Silva Costa (PCB) – R$ 18.301,22
- Rui Costa Pimenta (PCB) – R$ 137,30
Fundo eleitoral
A principal fonte de receita das campanhas é o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, repassado pelos partidos.
Lula lidera a relação com a maior doação vinda do diretório nacional do Partido dos Trabalhadores, que transferiu R$ 55,1 milhões para a campanha do petista. Na sequência, com diferença inferior a R$ 1,6 milhão, aparece a campanha de Flávio, que recebeu R$ 53,5 milhões do Partido Liberal.
Cofre negativo
Mesmo com custos elevados, a eleição não precisa ser paga integralmente à vista pelos candidatos. As campanhas de Flávio e Lula também encabeçam o ranking de “receita-despesa”, em relação aos débitos que ainda precisam ser quitados.
Embora tenha declarado R$ 56,1 milhões em despesas ao TSE, Flávio pagou, até agora, R$ 37,5 milhões, um déficit superior a R$ 18,6 milhões. Já Lula, que registrou R$ 65,6 milhões em gastos, efetuou pagamentos de apenas R$ 30,9 milhões.






