Uma publicação da ex-BBB gaúcha Samira Sagr em um ponto turístico de Porto Alegre, no último sábado (25), provocou uma reação da prefeitura da capital e gerou uma troca de indiretas nas redes sociais.
A confusão começou quando Samira postou um vídeo no Instagram exibindo uma antiga inscrição com seu nome, escrita a caneta no muro da escadaria do Viaduto Otávio Rocha, localizado no Centro Histórico. Nas imagens, ela mostrava a marca feita anos atrás, ao lado do nome de um ex-crush.
— Aqui, registrado, meus dates na parede, meu amor. Sabe aqueles filmes românticos que você escreve o nome na árvore com um boyzinho, um coração? Era assim — afirmou na gravação.
Na segunda-feira (27), o perfil oficial da prefeitura divulgou um vídeo com alertas sobre pichações. Sem mencionar diretamente a ex-sister, a postagem advertia que pichar espaços públicos é considerado vandalismo. “Nem todo ‘deixar sua marca’ precisa ser literal, né? Pichação é vandalismo e pode gerar multa”, diz a publicação.
Conforme a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, contudo, não houve nenhuma ação específica contra pichações no local mostrado por Samira. A pasta informou que a parede com a inscrição antiga está em um prédio particular, não sendo, portanto, de responsabilidade da prefeitura.
Nesta terça-feira (28), Samira respondeu à publicação em tom de brincadeira. Em seu perfil no X, escreveu: “Por motivos pessoais estou indo embora do RS e iniciando minha turnê mais cedo que o previsto”.
À reportagem, a gaúcha afirmou que a escrita foi feita em 2024 e que hoje compreende que “intervir em espaços públicos dessa forma não é adequado e não deve ser feito”.
Legislação municipal
Em Porto Alegre, o Código de Posturas proíbe “pichar ou, por qualquer outro meio, conspurcar edificação ou monumento, públicos ou particulares”. A legislação estabelece que a infração resulta em multa de 750 a 2,6 mil unidades financeiras municipais (UFMs), valor que dobra em caso de reincidência. Além da multa, o infrator precisa reparar o dano, removendo as marcas e pintando a área afetada.
Os valores arrecadados com as multas são destinados ao Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) para ações de conservação e reparos de danos causados por pichações.
Publicação da prefeitura
O que diz Samira Sagr
“Isso aconteceu em 2024, em um momento da minha vida em que eu não tinha a dimensão do impacto desse tipo de atitude. Hoje, com mais consciência, entendo que intervir em espaços públicos dessa forma não é adequado e não deve ser feito.
Também quero deixar claro que, ao compartilhar o vídeo, em nenhum momento tive a intenção de incentivar qualquer tipo de pichação ou prática semelhante.
Sigo aprendendo e evoluindo, como qualquer pessoa, e cada experiência também faz parte desse processo.
Ao mesmo tempo, acredito que essa situação também abre espaço para uma reflexão mais ampla. As marcas e pichações naquele local já estavam presentes há bastante tempo, e só ganharam atenção após a repercussão do vídeo.
E como cidadã, espero que esse mesmo senso de urgência se estenda para outras demandas importantes da cidade, especialmente em relação à prevenção de alagamentos e cuidados com a população diante dos períodos de chuva intensa.”







