A aproximação do Dia das Crianças faz com que a atenção aos pequenos aumente ainda mais. E não se trata somente de brinquedos e passeios! Entre banhos, brincadeiras ao ar livre e o interesse crescente por cosméticos, compreender as necessidades da pele infantil também integra a rotina das famílias.
No entanto, será que os pequenos realmente precisam de uma rotina de beleza? Ainda que vídeos nas redes sociais mostrem diversos produtos e etapas de skincare infantil, a orientação dos especialistas é bem mais simples. Na infância, o excesso de cosméticos pode provocar mais prejuízos do que vantagens.
Cuidados com a pele infantil começam pelo básico
De acordo com a dermatologista Annia Cordeiro, convidada pela Australian Gold, é necessário ter atenção especial na seleção dos produtos. “A pele das crianças é mais sensível e delicada, possui maior capacidade de absorver os produtos e uma barreira cutânea mais frágil. Por essa razão, devemos priorizar produtos apropriados para o público infantil”, esclarece.
Os cuidados com a pele infantil devem dar prioridade a três etapas: higiene, hidratação e proteção solar. No banho, a especialista sugere sabonetes suaves, com pH próximo ao da pele, sobretudo nas versões líquidas, em gel ou óleo.
Outro ponto relevante é evitar buchas e esponjas que atritam a pele. Tais acessórios podem causar irritação, principalmente em crianças com predisposição ao ressecamento ou alergias.
Como escolher o protetor solar infantil?
A proteção contra o sol merece um lugar especial nessa rotina. Conforme a dermatologista, o uso do protetor solar infantil tem início a partir dos seis meses, com preferência pelos filtros físicos nos primeiros anos de vida.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) igualmente aconselha evitar a exposição direta ao sol em bebês com menos de seis meses e aplicar fotoprotetores infantis com FPS acima de 30 nas crianças mais velhas.
Contudo, não é suficiente passar o produto somente no rosto e nos braços. Orelhas, nuca, mãos e pés também necessitam de proteção. Ademais, o filtro deve ser reaplicado ao longo do dia, sobretudo após mergulhos ou transpiração intensa.
“Além do protetor solar, devemos usar barreiras físicas, como chapéus, camisetas com proteção contra a radiação ultravioleta e guarda-sóis que também ofereçam essa proteção”, orienta Annia.
É importante recordar que a sombra não elimina totalmente a exposição. Água, areia e superfícies claras refletem os raios ultravioleta. Dessa forma, o protetor solar infantil deve integrar os cuidados inclusive quando a criança brinca sob um guarda-sol.
Skincare infantil não precisa seguir tendências das redes sociais
O interesse por maquiagem, cremes e outros cosméticos igualmente requer um olhar cuidadoso. A dermatologista adverte que produtos com ingredientes agressivos, esfoliantes e sabonetes alcalinos podem comprometer a barreira protetora da pele.
A Academia Americana de Dermatologia reforça essa recomendação. De acordo com a entidade, crianças e pré-adolescentes devem evitar ingredientes como retinol e ácidos esfoliantes, exceto quando houver indicação médica específica.
E quando a criança desejar usar maquiagem? O recomendado é escolher produtos apropriados para a idade e remover tudo delicadamente, sem esfregar o rosto. Em seguida, basta higienizar a pele com sabonete suave e aplicar hidratante.
“Precisamos, basicamente, de produtos para higiene, hidratação e proteção solar. Não existe necessidade de múltiplas etapas”, afirma Annia.







