Os houthis reforçaram as ameaças contra o território da Arábia Saudita e confirmaram participação nos ataques à sede da Aramco, gigante petrolífera, nesta terça (13), e no bombardeio ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, que matou 13 pessoas no último sábado (10). O grupo rebelde afirmou que as ofensivas devem continuar, enquanto a coalizão saudita tenta retomar regiões estratégicas controladas pelos rebeldes.
Segurança territorial e econômica em risco
No Conexão Record News, o pesquisador Lier Ferreira, da Universidade Federal Fluminense (UFF), avaliou que a ação dos houthis mostra de forma muito clara que a segurança territorial e econômica da Arábia Saudita e do próprio Oriente Médio segue refém desse conflito.
Planos sauditas afetados
De acordo com o especialista, a volta do confronto entre o grupo e os sauditas aumenta a instabilidade política e econômica do país. Em suas palavras, isso elimina diretamente o plano do príncipe Mohammed bin Salman de apresentar a Arábia Saudita, no conjunto das relações internacionais, como um porto seguro para investimentos, turismo e diversificação econômica.
Alerta na vizinhança
Ferreira também aponta que o apoio do monarca às potências ocidentais teria gerado uma vulnerabilidade maior para a região. Os ataques a refinarias e aeroportos acendem o alerta vermelho de países vizinhos, segundo o pesquisador. Omã, Catar e outras nações temem um envolvimento direto e voltam a se armar para um conflito que escala em proporções cada vez maiores.







