Rampa do Monjolo sedia Copa do Mundo de Parapente em Baixo Guandu

A rampa capixaba recebe, de 03 a 10 de outubro de 2026, seu terceiro grande evento de alcance nacional e internacional, reunindo a elite mundial de pilotos de mais de 15 países.

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Entre os dias 03 e 10 de outubro, o céu da região Noroeste do Espírito Santo ficará repleto de cores com a realização da quarta etapa da Copa do Mundo de Parapente (Paragliding World Cup – PWC). A disputa acontecerá na Rampa do Monjolo, em Baixo Guandu, que se consolida como a principal referência do voo livre no Brasil e uma das mais importantes do planeta.

Com a chegada da Copa do Mundo, a Rampa do Monjolo alcança uma marca histórica ao sediar, em um único ano, as três maiores competições do calendário do voo livre. O local recebeu a edição comemorativa de 50 anos do Campeonato Brasileiro de Asa Delta (CBAD) e a superfinal do Campeonato Brasileiro de Parapente (CBP), completando a tríplice coroa com a etapa do mundial (PWC).

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A quarta etapa da Copa do Mundo de Parapente (PWC) é promovida pela Confederação Brasileira de Voo Livre (CBVL), pela Federação Capixaba de Voo Livre (FCVL), pela Associação de Voo Livre de Baixo Guandu (AVLBG) e pela Paragliding World Cup International (PWC), com o apoio da Prefeitura Municipal de Baixo Guandu. O evento conta com patrocínio de Lavagnoli Supermercados, Farmácia Lavagnoli, Caté Veículos, Arbalest Cervejaria e Vivá Centro Médico.

Corrida acirrada rumo à superfinal na Suíça

A etapa de Baixo Guandu funcionará como uma das poucas e valiosas oportunidades para os atletas carimbarem o passaporte rumo à 16ª Superfinal do PWC, marcada para Grindelwald-Interlaken, na Suíça, entre 05 e 15 de maio de 2027. O circuito da temporada 2026/2027 é formado por apenas sete etapas globais, cruzando países como Cazaquistão, Itália, Bulgária, Índia e Espanha.

Somente os 15 melhores pilotos do ranking geral e as três melhores mulheres de cada etapa regular asseguram vaga direta para a grande final em território suíço, o que torna cada prova no céu capixaba uma disputa de altíssima pressão.

Lendas vivas e tecnologia de ponta no céu capixaba

Até o momento, a competição soma mais de 60 pilotos internacionais confirmados, com as listas restantes em fase final de validação. Os atletas utilizam equipamentos de última geração e desempenho extremo, como o velame Enzo 3 e a selete Submarine (ambos da Ozone), que operam no limite máximo da aerodinâmica esportiva.

O grande destaque internacional confirmado para a etapa é o suíço Andy Aebi, considerado uma lenda viva do voo livre. Aebi carrega em seu currículo os títulos de campeão mundial de parapente (2009) e campeão geral do PWC (2008); em 2024, chocou a comunidade ao quebrar o recorde mundial de paramotor, voando por mais de 14 horas ininterruptas em um triângulo de 883 km na Alemanha.

A delegação brasileira promete defender o território com força máxima e ostenta a maior equipe do evento, com 16 pilotos de ponta confirmados — entre eles nomes de peso como Marcella Uchoa e Luciano Horn —, seguida de perto pela forte equipe dos Estados Unidos, que inscreveu 11 atletas.

Capixabas na disputa

Na quarta etapa da Copa do Mundo de Parapente, o Espírito Santo será representado pelos pilotos Vinicius Bianchi Malacarne e Silas Barros Moreira. Atual campeão capixaba de parapente, Vinicius vem somando pódios expressivos no cenário nacional, como o recente vice-campeonato na Copa Valadares de 2026 (MG). Prata da casa, ele competirá como piloto filiado à Associação de Voo Livre de Baixo Guandu (AVLBG).

Piloto de reconhecido nível técnico, Silas ocupa papel de destaque nas principais competições nacionais e já conquistou pódios de peso, a exemplo da terceira colocação geral na categoria Open do Campeonato Capixaba de Parapente.

“Fórmula 1 dos céus”

O presidente da Associação de Voo Livre de Baixo Guandu, Raney de Freitas, lembra que a seleção dos pilotos que disputam a Copa do Mundo de Parapente (PWC) segue um processo rígido e meritocrático. “Como a procura por vagas é imensa e as rampas têm um limite de segurança de cerca de 125 pilotos, a seleção é feita por meio de três critérios: o ‘passaporte’ do ranking, as cotas de diversidade e o incentivo feminino”, observa Raney.

O primeiro quesito avalia o histórico recente de cada piloto. Quem conquistou os melhores resultados em campeonatos nacionais e internacionais de elite nos últimos meses ganha prioridade na lista. As cotas de diversidade limitam o número de atletas por país, de modo a assegurar a presença de 15 a 20 nacionalidades em cada etapa.

Por fim, a organização reserva vagas exclusivas para as mulheres mais bem colocadas no ranking mundial e distribui um número limitado de convites especiais, usados para abrir espaço a promessas locais ou lendas do esporte.

“Em resumo: quem voar no céu de Baixo Guandu na Copa do Mundo de Parapente passou por uma peneira que reúne, literalmente, a nata do esporte mundial. É uma espécie de ‘Fórmula 1 dos céus’”, compara Raney de Freitas.

Programe-se

Copa do Mundo de Parapente – 4ª etapa da temporada 2026/2027 do Paragliding World Cup (PWC)

Data: 03 de outubro a 10 de outubro de 2026

Local: Rampa do Monjolo, na zona rural de Baixo Guandu (ES), município localizado no noroeste capixaba, a cerca de 180 quilômetros de distância da capital Vitória

Realização: Confederação Brasileira de Voo Livre (CBVL), Federação Capixaba de Voo Livre (FCVL), Associação de Voo Livre de Baixo Guandu (AVLBG), Paragliding World Cup International (PWC)

Apoio: Prefeitura Municipal de Baixo Guandu

Patrocínio: Lavagnoli Supermercados, Farmácia Lavagnoli, Caté Veículos, Arbalest Cervejaria e Vivá Centro Médico

Informações oficiais e tracking ao vivo: www.pwca.org

Entrada: gratuita

Sobre a AVLBG e a Rampa do Monjolo

Desde a sua implantação, em 2014, a Associação de Voo Livre de Baixo Guandu (AVLBG) é responsável pela estruturação, manutenção e desenvolvimento da Rampa do Monjolo, atuando de forma contínua na organização, na melhoria da infraestrutura e na gestão operacional do local. Ao longo dos anos, foram feitos investimentos em acesso, segurança, área de decolagem e suporte aos pilotos, consolidando a rampa como um dos principais pontos de voo livre do Brasil. Além da manutenção permanente do espaço, a AVLBG tem papel fundamental na promoção e realização de campeonatos e eventos de grande porte, atraindo pilotos de diversas regiões do país e do exterior. Essas iniciativas fortalecem as modalidades de parapente e asa delta e, ao mesmo tempo, impulsionam o turismo e a economia local em Baixo Guandu, posicionando o município como referência no cenário do voo livre internacional.

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