Quando um trabalhador brasileiro se afasta por motivo de saúde, os cofres públicos arcam com os custos. Um afastamento de três meses, por exemplo, pode representar um gasto mínimo de R$ 5.700 ao INSS, já que o benefício corresponde a 91% do salário médio. Esse quadro produz um impacto econômico significativo, com despesas que podem superar R$ 3 bilhões anuais apenas com licenças médicas.
No caso dos afastamentos por transtornos mentais, que já figuram como a segunda maior causa de licenças no Brasil, conforme dados do Ministério da Previdência Social, os custos aumentam ainda mais, englobando consultas médicas, medicamentos, abordagens terapêuticas e internações hospitalares.
Somente em 2022, as despesas extra-hospitalares com saúde mental superaram R$ 1,5 bilhão, de acordo com um artigo da revista Ciência & Saúde Coletiva, publicado em março de 2026. O estudo indica que a área recebe, em média, entre 1,2% e 1,7% dos recursos federais destinados à saúde.
Tomando como referência o orçamento total do Ministério da Saúde, de R$ 272,8 bilhões, conforme o Portal da Transparência, a saúde mental receberia, em 2026, algo entre R$ 3,2 bilhões e R$ 4,6 bilhões. Trata-se apenas de uma estimativa, já que esse montante não é discriminado no orçamento.
Vidas salvas
O relato de Andréia Almeida Carneiro Chaves, 39, ilustra a crise de saúde mental que atinge o Brasil. Por muito tempo, ela viveu à beira do esgotamento físico e emocional. Entre traumas, relações desfeitas, dependência química e diagnósticos psiquiátricos, conviveu com insônia, ansiedade e depressão. O sofrimento aumentou depois de dois abortos espontâneos, chegando a despertar ideações suicidas.
Em novembro de 2025, em busca de ajuda, ela chegou a uma Igreja Universal. Recebida pelo projeto Depressão Tem Cura (DTC), Andréia deu início à sua recuperação. Aprendeu a perdoar, restabeleceu os vínculos familiares e se libertou da dor. Atualmente, trabalha como auxiliar administrativa e é voluntária como Agente do Bem, dedicando-se a resgatar outras pessoas.
- Entre R$ 3,2 bilhões e R$ 4,6 bilhões — orçamento estimado do Ministério da Saúde destinado à saúde mental.
- R$ 5.700 — custo médio por trabalhador afastado por três meses.
- R$ 3 bilhões — custo anual do INSS em licenças médicas.
- Fontes: INSS; IBGE/PNAD; Portal da Transparência.
Corte de gastos para o país
É nesse contexto de emergência social que a imunidade tributária das igrejas ganha sentido. Ao poupar de tributos os recursos que sustentam iniciativas como o DTC, o Estado permite que a Igreja expanda sua atuação assistencial.
Mantido com o suporte da Universal, o DTC reúne mais de 20 mil Agentes do Bem em todo o território nacional, conforme destaca o Pastor Fredson Carvalho, líder do grupo. Apenas em 2026, mais de 1,38 milhão de pessoas foram alcançadas, além de milhões que receberam auxílio nos anos anteriores. A economia para o país é imensurável.
Depressão Tem Cura — benefícios em números
Veja os resultados do grupo DTC, iniciativa da Universal, em 2026:
- Mais de 1,38 milhão de pessoas beneficiadas.
- 92,5 mil pessoas com acompanhamento contínuo do grupo.
Por que a imunidade tributária importa?
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 5/2023, apresentada pelo deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), já aprovada na Câmara e atualmente em análise no Senado, propõe alterar o artigo 150 da Constituição para ampliar a imunidade tributária das organizações religiosas. O texto estende a isenção de tributos como ICMS, ISS, IPI, IOF e ITBI a toda a cadeia de aquisição de bens e serviços de templos, creches, asilos e comunidades terapêuticas. Na avaliação do relator, deputado Fernando Máximo (PL-RO), tirar o peso do Estado arrecadador sobre valores que já foram doados pelo cidadão representa justiça fiscal e reconhecimento da rede de proteção social.






