O chef padeiro capixaba João Carlos Butske, natural de Nova Venécia, no Noroeste do Espírito Santo, foi eleito o melhor padeiro do mundo em um evento promovido pela União Internacional de Padeiros e Confeiteiros (UIBC), em Singapura.
Com essa vitória, João se torna o segundo brasileiro a obter tal reconhecimento — o primeiro foi o paulista Rogério Shimura, em 2019. Logo após a cerimônia, ele usou suas redes sociais para expressar a emoção e agradecer a todos que o apoiaram.
“Melhor padeiro do ano! Sou grato a cada pessoa que acompanhou, torceu e acreditou. Vocês são parte desta conquista. Representar o Brasil e o Espírito Santo no maior palco da panificação mundial é algo que levarei para sempre no coração.”
João Carlos Butske
A candidatura de João Butske ao prêmio foi submetida pela Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), que ressaltou sua dedicação, talento e contribuição para o fortalecimento da panificação no Brasil.
Antes de alcançar o título mundial, João já havia sido eleito melhor padeiro das Américas na edição 2024/2025 e melhor padeiro e confeiteiro do Espírito Santo, além de figurar entre os 100 melhores do Brasil.
Em 2025, ele já havia participado da mesma premiação da UIBC, terminando em quarto lugar.
Trajetória do melhor padeiro do mundo
Aos 9 anos, João iniciou sua vida profissional em uma oficina mecânica. Aos 16, deixou a casa dos pais para estudar na Escola Agrotécnica Federal de Alegre (EAFA), hoje Ifes, onde se formou técnico agrícola. O sonho era cursar Zootecnia, mas a situação financeira da família não possibilitou.
Aos 17 anos, passou a trabalhar na Padaria Salute como entregador. Na empresa, percorreu quase todas as funções: entregador, auxiliar de embalador, embalador, auxiliar de padeiro e, por fim, gerente de produção. Foi nessa época que começou a estudar panificação e a aplicar os conhecimentos na prática.
Em 2002, teve a chance de realizar um curso de panificação no Sindipães, em Vitória. Deixou um mês de faculdade de lado para se concentrar no aprendizado técnico.
“Aquele curso me proporcionou uma nova perspectiva sobre o setor. Passei a compreender os processos e a me apaixonar pela panificação”, relatou.
Nos últimos anos, o padeiro participou de várias ações de capacitação e desenvolvimento empresarial oferecidas pelo Sebrae/ES.













