O turismo ligado ao esporte vem se consolidando com a realização de grandes competições esportivas e hoje movimenta uma cadeia econômica diversificada. Quem viaja para acompanhar a Copa do Mundo, por exemplo, não desembolsa apenas com ingressos, mas também com passagens aéreas, hospedagem, alimentação, transporte e produtos oficiais.
Como consequência, o evento gera demanda para diferentes segmentos da economia, especialmente nas cidades que sediam as partidas.
Os números são expressivos. De acordo com a CNBC Make It, os gastos para seguir a competição variam entre US$ 2.500 e US$ 150 mil, a depender da quantidade de jogos assistidos, do tipo de ingresso adquirido e do padrão da viagem.
Esse comportamento destaca a importância do turismo esportivo como um motor econômico relevante, capaz de gerar receitas para vários setores e aumentar o alcance financeiro de grandes torneios internacionais.
Ingressos representam apenas parte do investimento
Embora os ingressos estejam entre as despesas mais altas, eles constituem apenas uma parcela do orçamento. No mercado de revenda, alguns dos melhores lugares chegaram a ser anunciados por cerca de US$ 20 mil, enquanto entradas para setores superiores eram ofertadas por aproximadamente US$ 5 mil.
Além disso, quem acompanha partidas em diferentes cidades precisa incluir no planejamento gastos com deslocamentos, hotéis, aluguel de carros e refeições. Dessa forma, o custo total da viagem pode crescer rapidamente, especialmente em torneios realizados em países de grandes dimensões, como os Estados Unidos.
Turismo esportivo fortalece diferentes setores
O impacto econômico da Copa do Mundo não se limita aos organizadores do torneio. Companhias aéreas, hotéis, restaurantes, locadoras de veículos e o comércio local também registram aumento na demanda durante o período da competição.
Outro fator que amplia a movimentação financeira é a procura por pacotes de hospitalidade. Esses serviços oferecem benefícios como acesso a áreas exclusivas, alimentação, bebidas e espaços premium dentro dos estádios, atraindo torcedores dispostos a pagar mais por uma experiência diferenciada.
Planejamento faz parte da experiência
Para muitos fãs, acompanhar uma Copa do Mundo exige organização financeira de longo prazo. O planejamento costuma começar anos antes da competição, envolvendo a compra antecipada de passagens, reservas de hospedagem e aquisição de ingressos.
Além dos jogos, muitos visitantes aproveitam a viagem para conhecer outros destinos turísticos, estendendo a permanência no país-sede e ampliando os gastos com lazer, transporte e hospedagem. Esse comportamento contribui para distribuir os benefícios econômicos do torneio por diferentes regiões.
Turismo esportivo movimenta muito além do futebol
Mesmo com custos elevados, a experiência de assistir à Copa do Mundo presencialmente continua atraindo torcedores de diferentes partes do mundo. O evento reúne esporte, entretenimento e turismo em uma única viagem, estimulando o consumo em diversos segmentos.
Na prática, isso mostra que grandes competições funcionam como importantes motores para a economia do turismo esportivo. Ao reunir milhões de visitantes e incentivar gastos em diferentes serviços, a Copa do Mundo amplia sua relevância não apenas dentro dos estádios, mas também para os setores que dependem da movimentação de viajantes.







