A repercussão dos vetos a projetos aprovados na capital capixaba gerou manifestações de três deputados estaduais durante a sessão da Assembleia Legislativa do Espírito Santo. O debate envolveu propostas ligadas à educação e movimentos sociais, além de críticas à condução do Executivo municipal.
O deputado Lucas Polese criticou os fundamentos usados para os vetos, mencionando o projeto de lei do vereador Armandinho Fontoura – conhecido como ‘Marcha da Maconha’ – que proíbe a presença de crianças em eventos que façam apologia às drogas. Ele declarou: “Marcha de maconha, marcha de aborto, parada LGBT e ainda vetar algo assim apoiado em formalismo, dizendo que vão considerar inconstitucional. Poxa, esse não é o nosso papel; nos apegamos a formalismos ou a verdades objetivas, a fazer o que é certo? Há muita gente para questionar depois e derrubar a lei. Na nossa lei do deputado Alcântaro sobre doutrinação ideológica, que garantia aos pais o direito de permitir ou não que seus filhos assistissem a aulas sobre gênero, por exemplo, precisamos marcar presença. Sou a favor da proteção da criança e achei lamentável. Esse veto da Prefeitura de Vitória é uma péssima sinalização para a sociedade e para a classe política; esperamos que os vereadores o derrubem.”
Na mesma ocasião, o deputado Coronel Welinton também se pronunciou, destacando que a discussão envolve valores sociais e educacionais. Ele afirmou: “Estamos vendo a reflexão política de conceitos e valores inerentes à sociedade. Recebemos com surpresa esse veto a uma legislação pertinente à defesa dos nossos valores, nossos jovens; as famílias ficaram muito entristecidas. Acredito que era um projeto que deveríamos apoiar e solicitamos a revisão ou derrubada desse veto da Prefeitura de Vitória.”
O deputado Danilo Bahiense igualmente comentou o tema e expressou esperança na reversão da decisão no Legislativo municipal: “Realmente, Coronel, lamentável esse veto por parte da prefeita, mas certamente nossos vereadores derrubarão esse veto para que essa legislação entre em vigor o mais rápido possível.”
As manifestações ocorreram durante a repercussão dos vetos a projetos aprovados na Câmara Municipal de Vitória, que seguem em debate político entre parlamentares estaduais e municipais.







