Viajar ou passear de automóvel com os animais de estimação é uma prática frequente para diversas famílias. Contudo, o que parece ser um instante de diversão pode se converter em um sério perigo para a saúde do bicho e para a proteção dos ocupantes caso as medidas corretas não sejam adotadas.
“O cuidado principal e intransigível é jamais deixar o animal à solta no veículo. Além de constituir uma infração de trânsito que compromete a segurança de todos durante frenagens repentinas, essa prática provoca um estresse desnecessário ao pet”, adverte o médico-veterinário Pedro Risolia, da Petlove.
Ademais, a preocupação com a proteção e o bem-estar do animal dentro do automóvel precisa ser tratada como prioridade. “É imprescindível utilizar o equipamento de contenção apropriado, assegurar uma temperatura confortável e, jamais, em hipótese alguma, abandonar o bicho sozinho no interior do carro fechado, devido ao elevado risco de hipertermia e morte”, esclarece.
Equipamentos para garantir a segurança dos animais
Cada porte possui um dispositivo certo e específico, e a seleção do acessório de segurança ideal não deve ser feita ao acaso. Segundo o especialista, o segredo está na adaptação ao tamanho e ao comportamento do animal.
Para gatos e cães de pequeno porte, por exemplo, as caixas de transporte rígidas são as mais indicadas. “Elas formam um ambiente de ‘toca’ que diminui o estresse e precisam ser fixadas ao cinto de segurança do automóvel. As cadeirinhas também são excelentes opções para os cães pequenos que curtem olhar pela janela, desde que obrigatoriamente presas a um peitoral”, explica Pedro Risolia.
Cães de médio e grande porte devem empregar cintos de segurança automotivos próprios para pets. O veterinário faz uma ressalva: “Os cintos devem ser acoplados exclusivamente a um peitoral. Nunca utilize coleiras ou guias unificadas de pescoço, para evitar enforcamentos, danos na cervical ou colapso de traqueia em caso de impacto”. Se o veículo dispor de um porta-malas integrado e espaçoso, caixas de transporte grandes e fixas também constituem alternativas seguras.
Como o mercado nacional não conta com selos padronizados de crash test para acessórios pets, o tutor deve ser criterioso. Recomenda-se optar por marcas confiáveis e avaliar a resistência dos materiais, como nylon grosso e mosquetões de metal.
Outros cuidados para uma viagem mais segura
Costumes comuns, como permitir que o animal coloque a cabeça para fora da janela ou ocupe o banco dianteiro, devem ser evitados devido aos riscos de lesões oculares e ao perigo fatal do impacto do airbag.
Para percursos longos, o planejamento exige um jejum leve de até uma hora antes de partir e paradas para descanso a cada duas ou três horas. A automedicação em casos de estresse ou pânico é expressamente contraindicada por médicos-veterinários, pois sedativos sem prescrição alteram a pressão e a temperatura do animal. Diante de quadros extremos, a orientação profissional prévia é indispensável para garantir alternativas seguras.
Portanto, o êxito de uma viagem com animais de estimação depende diretamente da prevenção e da responsabilidade do tutor. Ao investir em equipamentos de qualidade, respeitar o bem-estar físico do animal e recusar o uso de medicamentos por conta própria, assegura-se um trajeto seguro para toda a família.






