O setor de desenvolvimento de jogos no Brasil amadureceu nos últimos anos, saindo de um estágio quase artesanal para produções com ambição de mercado internacional. Estúdios independentes brasileiros têm conseguido lançar títulos em plataformas globais, disputando atenção com produções de países com tradição consolidada no setor.
Editais públicos e parcerias com empresas privadas têm funcionado como fonte importante de financiamento para estúdios pequenos, que historicamente enfrentavam dificuldade de acesso a capital de risco disposto a investir em um setor ainda visto como arriscado por parte do mercado financeiro tradicional brasileiro.
A formação de profissionais também evoluiu, com cursos técnicos e superiores voltados especificamente para desenvolvimento de jogos, design de personagens, programação de motores gráficos e roteiro interativo, áreas que antes dependiam quase exclusivamente de aprendizado autodidata via internet.
Apesar do avanço, desenvolvedores brasileiros ainda apontam a variação cambial e a tributação sobre importação de equipamentos e softwares como obstáculos relevantes para competir em igualdade de condições com estúdios de países onde o custo de produção é menor ou o acesso a incentivo fiscal específico para o setor é mais generoso.






