Ryse: Son of Rome esteve perto de se tornar o pontapé inicial de uma vasta franquia histórica voltada exclusivamente ao ecossistema Xbox. A Crytek planejava posicionar o título como uma concorrente direta da série Assassin’s Creed, e cada nova edição transportaria os jogadores para uma era diferente da humanidade.
Segundo relatos de ex-desenvolvedores da Crytek, o projeto original chegou ao mercado no fim de 2013 como um dos principais títulos de lançamento do Xbox One, posteriormente ganhando uma versão para PC em outubro de 2014.
Cenários descartados para as sequências
A equipe de criação se reuniu ainda durante o desenvolvimento do primeiro jogo para definir os rumos do projeto. Dessa forma, os designers avaliaram três grandes impérios para os próximos capítulos:
- Era dos Vikings: Foco em invasões nas costas da Inglaterra e exploração de Constantinopla.
- Japão Feudal: Combates intensos focados na cultura dos samurais.
- Império Otomano: Narrativas complexas em um cenário rico em detalhes históricos.
A equipe pretendia conectar todas as sequências através de uma narrativa central sobre a ascensão e queda de grandes impérios. Também estavam em discussão mapas mais amplos, veículos, modos PvP e um sistema de combate significativamente mais complexo. A Microsoft recebeu a apresentação inicial com entusiasmo e elogiou a consistência do universo.
No entanto, a urgência em lançar o jogo simultaneamente ao Xbox One comprometeu o resultado. A equipe enfrentou uma carga de trabalho extenuante e teve que eliminar aproximadamente dois terços do conteúdo original. Consequentemente, a nota média no Metacritic ficou em torno de 60, e as vendas de lançamento não atenderam às expectativas da distribuidora.
O fim definitivo dos planos veio de um impasse financeiro em torno dos direitos da propriedade intelectual. A Crytek se recusou a vender a marca, e a Microsoft optou por não bancar uma série sem ser sua detentora. Apesar das dificuldades, o jogo ultrapassou 1 milhão de cópias vendidas e ainda conta com uma base de fãs dedicada. Resta saber se a Crytek um dia retomará a ideia e surpreenderá o público.






