Marvel quase impediu Juggernaut de pular em jogos da Capcom

O Juggernaut, conhecido como Fanático no Brasil, é uma das figuras mais emblemáticas na história dos títulos de luta desenvolvidos pela Capcom em colaboração com a Marvel. No entanto, por pouco ele não ficou imóvel no solo. Antes de realizar seus saltos característicos nesses jogos, o personagem esbarrou em um obstáculo inesperado: a própria Marvel insistia que ele era demasiadamente pesado para pular. Quem revela essa história é Takuya “Tom” Shiraiwa, ex-chefe de localização da Capcom, em uma entrevista recente concedida ao Time Extension.

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A parceria entre a Marvel e a Capcom teve início em 1993 com o beat ‘em up de arcade The Punisher, expandindo-se rapidamente para o gênero de luta com X-Men: Children of the Atom, lançado em 1994. Naquela época, os X-Men estavam no auge de sua popularidade, tornando a colaboração praticamente inevitável. O obstáculo, porém, era que a Marvel dos anos 1990 era muito mais zelosa em relação ao controle de suas criações.

“Lembro que era bastante desafiador”, afirmou Shiraiwa, “pois eles possuíam regras extremamente detalhadas sobre seus personagens, incluindo seus modos de agir e suas características individuais.” O processo começava já na escolha do elenco. O fato de o Homem-Aranha, por exemplo, ter aparecido em algumas edições dos X-Men não assegurava automaticamente sua inclusão no jogo. E as exigências iam além.

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Sempre que um personagem era criado, a Capcom precisava enviar as animações gravadas em fita de vídeo para a aprovação da Marvel. Foi exatamente nessa fase que surgiu o impasse com o Juggernaut. “Quando submetemos o Juggernaut, eles disseram: ‘Não, o Juggernaut não pode pular. Ele é pesado demais’”, relatou Shiraiwa.

Coube a Shiraiwa atuar como intermediário e persuadir a Marvel a recuar. O argumento que utilizou foi bastante objetivo: “Eu perguntei: ‘Ok, mas o que ele fará quando deparar com um buraco enorme à sua frente? Um vão grande? Ele conseguirá pular nessa situação?’ Eles, então, responderam: ‘Não, nesse caso ele simplesmente cairá no buraco e continuará correndo quando aterrissar.’” Essa resposta não o convenceu. “Eu disse: ‘Ok, isso até faz sentido, mas este é um jogo de luta; ele precisa pular.’”

A Capcom conseguiu resolver a questão. Em X-Men: Children of the Atom e em sua sequência, Marvel Super Heroes, o Juggernaut salta sem qualquer impedimento.

O poder do dinheiro transforma tudo

A mudança de postura da Marvel ocorreu de forma acelerada. Após o êxito dos primeiros jogos de luta em parceria com a Capcom, a atitude da empresa se alterou por completo. “O engraçado é que, depois que a Capcom lançou talvez um ou dois títulos de luta com a Marvel, e eles foram extremamente bem-sucedidos, eles disseram: ‘Pode tudo. Vocês podem fazer o que quiserem’”, contou Shiraiwa. “Isso me fez refletir por que eles haviam sido tão rigorosos conosco no início. Mas acredito que o dinheiro muda tudo.”

A observação de Shiraiwa ganha ainda mais relevância ao analisar o cenário atual. Obras como Marvel Rivals demonstram que a Marvel de hoje impõe poucas limitações em relação ao conteúdo.

Fonte: PC Gamer

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