A comunidade internacional se prepara para a décima sétima Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica, marcada para ocorrer entre os dias 18 e 30 de outubro de 2026, em Yerevan, na Armênia. Realizada a cada dois anos, a conferência tem se tornado cada vez mais conectada à agenda climática global, reunindo governos, cientistas e organizações para discutir estratégias de proteção da biodiversidade em todo o planeta.
Entre os temas que devem dominar as discussões está o financiamento global para a conservação da biodiversidade, um dos pontos mais sensíveis das negociações internacionais nos últimos anos, além do desenho de um mecanismo de repartição de benefícios ligado ao uso de sequências genéticas digitais, tema técnico que ganhou relevância com o avanço da biotecnologia e da bioinformática aplicada à conservação de espécies.
A conferência também deve promover a primeira grande avaliação do progresso dos países no cumprimento das metas do Marco Global de Biodiversidade, acordo firmado anteriormente e que estabeleceu objetivos ambiciosos de proteção de ecossistemas terrestres e marinhos até o final da década.
Para o Brasil, país que concentra parte significativa da biodiversidade mundial em biomas como Amazônia, Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica, o resultado dessa avaliação tende a ter peso direto sobre a cobrança internacional por avanços concretos em conservação, restauração e uso sustentável de seus recursos naturais.







