A produção George Washington, do Angel Studios com direção de Jon Erwin, aborda os obstáculos enfrentados na juventude do primeiro presidente dos Estados Unidos.
Vale destacar que o longa-metragem, oriundo do mesmo estúdio de Som da Liberdade (2023), também chama atenção pela aplicação de inteligência artificial na pós-produção. Pouco tempo atrás, Erwin revelou à Variety como a tecnologia foi empregada em diversas sequências.
Como exemplo, para uma cena em águas gélidas, o cineasta usou uma piscina, objetos de cena e ampliou o ambiente com IA, ajustando a composição. “Os atores estavam lá, a jangada estava lá, a água estava lá, mas a água não era gelada”, declarou. “Era um espaço pequeno onde gravamos e depois mapeamos uma área bem maior. Acredito que isso seja um ótimo exemplo de como utilizar essas ferramentas para executar algo de maneira mais segura e com custos reduzidos para um projeto desse porte. Assim, não precisamos sair da Irlanda.”
“Minha visão sobre o emprego dessas ferramentas é: realize o que for possível de forma real, todo o necessário, e então recorra a elas para expandir sua visão e oferecer uma moldura mais ampla”, explicou o diretor. “O que aprendi é que esses recursos funcionam melhor não quando substituem elementos fundamentais do cinema, mas quando os potencializam.”
George Washington contou com cinco profissionais de IA, além de um produtor especializado nessa área e um assistente de produção. Cerca de 100 cenas do filme foram modificadas com o uso da inteligência artificial, por intermédio de plataformas como Luma, Nara e Magnific.
Estrelado por William Franklyn-Miller e Mary-Louise Parker, o elenco inclui ainda Kelsey Grammer, Andy Serkis e Ben Kingsley. A direção é de Jon Erwin, que coescreveu o roteiro com Diederik Hoogstraten e Tom Provost.
No Brasil, a estreia nos cinemas está marcada para 6 de agosto.






