Pressão alta: alimentos a evitar e hábitos que protegem o coração

A hipertensão arterial, conhecida popularmente como pressão alta, afeta 29,7% da população brasileira, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A condição figura entre os principais fatores de risco para complicações cardiovasculares e pode prejudicar o funcionamento de órgãos como coração, cérebro e rins.

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Um dos maiores desafios no enfrentamento da hipertensão está no fato de a doença muitas vezes não provocar sintomas. Por isso, medir a pressão arterial com regularidade é essencial para detectar alterações e evitar complicações.

A alimentação exerce papel relevante tanto na prevenção quanto no controle da doença. O consumo exagerado de sódio, encontrado sobretudo no sal e em vários alimentos industrializados, contribui para a retenção de líquidos e pode elevar a pressão sanguínea.

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Alimentos que podem contribuir para a pressão alta

Entre os itens que exigem cautela estão os que apresentam grandes quantidades de sódio, gorduras saturadas e outros ingredientes ligados a uma alimentação pouco saudável. Confira dez grupos de alimentos cujo consumo deve ser avaliado:

  • Pães industrializados
  • Enlatados e conservas
  • Fast food, como hambúrgueres
  • Salgadinhos e biscoitos industrializados
  • Cereais matinais e granolas com excesso de açúcar ou sódio
  • Embutidos, como presunto, salsicha, salame e peito de peru
  • Molhos e temperos prontos, incluindo ketchup, mostarda, shoyu e caldos industrializados
  • Macarrão instantâneo
  • Bebidas industrializadas, como sucos de caixinha e isotônicos
  • Refeições congeladas com temperos prontos

A orientação é conferir as informações nutricionais das embalagens, com atenção especial à quantidade de sódio por porção, e comparar os produtos antes da compra. Nem todos os alimentos dessas categorias têm a mesma composição, o que reforça a importância de ler os rótulos.

Alimentação equilibrada ajuda a controlar a hipertensão

Além de diminuir o consumo de sal e de ultraprocessados, adotar uma alimentação equilibrada pode ajudar a manter a pressão arterial dentro dos níveis considerados adequados.

Uma das estratégias recomendadas é a dieta DASH, sigla em inglês para uma abordagem alimentar voltada ao controle da hipertensão. Esse modelo prioriza frutas, verduras, legumes, grãos integrais, castanhas, feijões, lentilhas e proteínas com baixo teor de gordura.

Tais alimentos oferecem nutrientes importantes para a saúde cardiovascular. O potássio, por exemplo, auxilia no equilíbrio dos efeitos do sódio no organismo, enquanto as fibras e os antioxidantes contribuem para preservar a saúde dos vasos sanguíneos.

Sete hábitos que ajudam a prevenir a pressão alta

A prevenção da hipertensão não se resume à alimentação. Mudanças no estilo de vida também podem diminuir os riscos de desenvolver a doença e ajudar no controle da pressão.

Entre as principais recomendações estão praticar pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana, manter um peso saudável, abandonar o cigarro e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas.

Controlar o estresse, ter uma rotina de sono adequada e medir a pressão arterial com regularidade também são medidas relevantes.

Pessoas com histórico familiar de hipertensão, sobrepeso, idade avançada ou hábitos sedentários merecem atenção especial, pois esses fatores podem aumentar a probabilidade de desenvolver a condição.

Quais são os sintomas da pressão alta?

Embora costuma ser silenciosa, a hipertensão pode estar ligada a manifestações como dor de cabeça, tontura, visão embaçada, falta de ar, palpitações, sangramento nasal e zumbido no ouvido.

Esses sintomas, porém, não são específicos da doença e podem ter outras origens. A ausência de sinais, da mesma forma, não indica que a pressão esteja controlada.

No Brasil, valores de pressão arterial a partir de 140 por 90 mmHg, conhecidos como 14 por 9, são usados como referência para hipertensão em medições feitas em consultório, conforme os critérios clínicos aplicáveis. Já medidas a partir de 12 por 8 podem demandar atenção e avaliação individual, mas não representam, sozinhas, um diagnóstico de hipertensão.

A recomendação é realizar aferições periódicas e buscar acompanhamento médico quando os resultados forem persistentemente elevados. Em situações de dor intensa no peito, falta de ar importante ou sintomas neurológicos súbitos, é preciso procurar atendimento de emergência.

O diagnóstico precoce e a adoção de hábitos saudáveis são fundamentais para diminuir o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outras complicações relacionadas à pressão alta.

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