O Ministério da Saúde (MS), em conjunto com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), retoma em todo o Brasil a coleta de dados da Pesquisa Nacional de Saúde Mental (PNSM-Brasil), interrompida durante o período eleitoral. Para que o retrato da saúde mental do país seja completo e confiável, é essencial que as pessoas sorteadas participem.
Desde o começo do levantamento, em 23 de março, foram feitas 1.062 entrevistas em 173 municípios de todas as regiões nacionais. A coordenação é do MS, por meio do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), e do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES).
Primeiro estudo de base populacional voltado exclusivamente à saúde mental dos adultos brasileiros, a PNSM-Brasil realizou um piloto em oito municípios em janeiro e deu início à etapa nacional em março. O trabalho de campo para a coleta de dados é conduzido pela Ipsos-Ipec.
O que esperar da visita
A seleção ocorre de forma aleatória e em etapas: primeiro, os municípios; depois, os setores censitários; em seguida, os domicílios; e, por fim, os moradores. Em cada residência sorteada, uma pessoa com 18 anos ou mais é escolhida para responder. As visitas são feitas por entrevistadores qualificados, identificados e com documentação institucional. Toda pessoa abordada pode e deve pedir a identificação profissional antes de abrir a porta.
A entrevista é presencial, com questionário eletrônico em tablet. As perguntas abordam saúde, experiências de vida, relações sociais, trabalho e renda, bem-estar emocional, uso de álcool e outras substâncias e busca por cuidados em saúde. Caso a pessoa sorteada não possa responder naquele instante, a entrevista pode ser agendada para outro horário.
A participação é voluntária e tem início somente após o consentimento da pessoa sorteada. É possível interromper a entrevista ou deixar de responder a qualquer pergunta. O sigilo é assegurado, pois as respostas são registradas em sistema seguro e analisadas de maneira agregada, sem identificação dos entrevistados, conforme as normas éticas e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
O Ministério da Saúde alerta a população para que fique atenta a possíveis golpes. A equipe nunca solicita dinheiro, pagamento ou dados bancários. A pesquisa também não realiza diagnóstico nem substitui consulta ou atendimento de saúde. Em caso de dúvida, a recomendação é confirmar a legitimidade do estudo no site oficial da pesquisa.
Cada domicílio conta e os dados são relevantes
A quantidade de domicílios selecionados é limitada e foi definida para que o resultado represente a população adulta de todas as regiões do país. Por isso, quando uma pessoa sorteada não participa, não há possibilidade de substituí-la por outra com as mesmas características. Quanto mais completa for a participação, mais fiel será o retrato produzido.
As informações coletadas vão demonstrar com que frequência os transtornos mentais ocorrem no país, como se distribuem entre diferentes grupos e quais fatores sociais estão associados ao sofrimento psíquico. Também vão apontar como as pessoas acessam os serviços de saúde.
Esses dados inéditos servirão de base para o planejamento de políticas públicas e para o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no Sistema Único de Saúde (SUS).
Como gestores e profissionais de saúde podem apoiar
O reconhecimento da pesquisa nos territórios faz diferença para o trabalho de campo. Muitas pessoas procuram os serviços de saúde para confirmar se a pesquisa é verdadeira antes de receber os entrevistadores. Por isso, o MS reforça o convite às secretarias estaduais e municipais de saúde para que divulguem a PNSM-Brasil em unidades de saúde, canais de comunicação e redes sociais locais; orientem as equipes que atendem o público a confirmar a pesquisa e encaminhar dúvidas ao canal oficial; envolvam lideranças comunitárias e veículos de comunicação do município na divulgação; e mantenham contato com a coordenação da pesquisa para apoiar a localização de domicílios e o acolhimento das equipes de campo.
Fonte: Ministério da Saúde







