O Espírito Santo registrou 175 acionamentos das forças de segurança relacionados a possíveis irregularidades durante as eleições deste domingo (4). Desse total, 19 casos foram confirmados como crimes eleitorais, conforme balanço do Centro Integrado de Comando e Controle Estadual (CICCE).
As ocorrências foram contabilizadas entre 7h e 18h. Dos 175 chamados recebidos ao longo do período, 156 não resultaram na constatação de crime eleitoral. Segundo o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Geraldo Baeta Damasceno, o número foi considerado baixo diante do universo de quase 3 milhões de eleitores no Espírito Santo.
“De fato, a gente observa esse universo de mais de 3 milhões de eleitores à sua disposição. A gente teve acionamento da segurança de algo de 170 ocorrências. É um número muito baixo”, afirmou o secretário.
Entre os crimes confirmados, a boca de urna liderou os registros, com oito casos. Outros sete foram relacionados à propaganda eleitoral irregular e quatro envolveram desobediência a determinações da Justiça Eleitoral. Ao todo, 10 pessoas foram conduzidas para a adoção das medidas cabíveis.
Duas das ocorrências envolveram vereadores. Em Presidente Kennedy, um parlamentar foi flagrado fazendo boca de urna. Outro caso semelhante foi registrado no bairro da Penha, em Vitória, onde um vereador também foi conduzido. Nos dois episódios, houve a lavratura de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
De acordo com Damasceno, o procedimento prevê que os envolvidos sejam conduzidos para o registro da ocorrência e assumam o compromisso de comparecer à Justiça Eleitoral posteriormente, caso sejam intimados.
Mais de 9 mil agentes participaram do esquema de segurança montado para as eleições no Estado. Para o secretário, o planejamento antecipado e a presença das forças de segurança nos principais locais de votação contribuíram para prevenir irregularidades e garantir tranquilidade aos eleitores.
“A gente teve eleições limpas, tranquilas e, graças a Deus, o capixaba pôde exercer a sua cidadania livremente”, declarou Damasceno.







