A cúpula da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência e dirigentes do PL reconhecem que não existem mais possibilidades de reconciliação entre o senador e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro antes das eleições marcadas para outubro.
Internamente, o entendimento é de que não vale a pena investir esforços nesse sentido, já que Michelle deixou evidente sua falta de interesse em reaproximação. A expectativa agora é que ela não faça novas críticas públicas ao enteado.
O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, afirmou que ainda buscava unir novamente a ex-primeira-dama e o senador. Atualmente, essa possibilidade é considerada remota.
O distanciamento retira de Flávio uma de suas principais conexões com o eleitorado feminino e evangélico. Michelle esteve à frente do PL Mulher, expandiu o número de filiadas do partido e mantém contato com líderes religiosos influentes.
O rompimento público entre Michelle e Flávio ocorreu em 24 de junho, quando ela publicou dois vídeos dizendo ter sido “apunhalada” e “humilhada” pelo enteado. Seis dias depois, em 30 de junho, Valdemar Costa Neto tentou convencê-la a amenizar as declarações, sem êxito.
PoderData
Levantamento do PoderData/Aya divulgado mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 45% das intenções de voto em um cenário de segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que registra 43%. Os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Na comparação com o primeiro estudo do PoderData/Aya, realizado em maio, Lula oscilou 1 ponto percentual para baixo e Flávio, 1 ponto para cima – ambos dentro da margem de erro. A diferença entre eles caiu de 4 pontos percentuais há dois meses para 2 pontos atualmente, movimento desfavorável ao petista.







