Jane Austen segue provando que mais de duzentos anos de existência não são suficientes para esgotar o interesse do público por seus romances. A Netflix confirmou uma nova adaptação de “Orgulho e Preconceito”, ainda em produção e sem data de estreia divulgada, publicado originalmente em 1813 e considerado o mais celebrado dos romances da autora britânica, com imagens iniciais de produção já divulgadas pelo próprio streaming, ainda sem elenco oficialmente confirmado em sua totalidade.
A história, centrada no embate de personalidades entre Elizabeth Bennet, a segunda de cinco irmãs de uma família da pequena nobreza rural inglesa, e o orgulhoso senhor Darcy, um dos solteiros mais cobiçados da região, já rendeu incontáveis versões para cinema e televisão ao longo das últimas décadas, incluindo a minissérie da BBC de 1995, estrelada por Colin Firth, e o longa de 2005 com Keira Knightley, ambas tratadas até hoje como referências pelo público apaixonado pela autora.
Cada uma dessas adaptações reinterpretou à sua maneira os bailes, as cartas mal interpretadas e os diálogos afiados que fizeram do romance um símbolo da literatura inglesa sobre classe social, casamento e independência feminina no início do século dezenove.
A nova produção do streaming entra nessa longa fila de adaptações com a missão nada simples de justificar sua própria existência diante de versões já consagradas pelo público e pela crítica ao longo de quase três décadas. Se por um lado repetir uma história tão conhecida pode soar redundante, por outro, poucas tramas resistem tão bem à repetição quanto a de Elizabeth e Darcy, prova de que o público nunca se cansa de assistir dois personagens se desentenderem por capítulos inteiros até perceberem, tarde demais para o próprio orgulho, que estavam apaixonados um pelo outro desde o início.







