Sempre que uma celebridade anuncia o nome escolhido para o filho que está por vir, as redes sociais não conseguem ficar caladas. Desta vez, quem virou alvo dos comentários foi o casal formado pelo jogador Endrick e Gabriely Miranda: o primogênito vai se chamar Kendrick.
Aos 20 anos, o atleta, e Gabriely, de 23, organizaram um chá de bebê repleto de luxo para comemorar a chegada do primeiro herdeiro e apresentar o nome escolhido.
Em pouco tempo, uma enxurrada de críticas tomou conta da internet. Os internautas apontaram que o pequeno “poderia sofrer bullying”, criticaram o “americanismo” e ainda fizeram piada com a semelhança com o nome do pai.
Mas será que todo esse alvoroço era mesmo necessário?
O fato é que escolher o nome de um filho é um dos primeiros e mais importantes desafios da maternidade e da paternidade. Afinal, o nome acompanha a pessoa por toda a existência.
Trata-se da primeira palavra pela qual a criança será reconhecida, chamada e lembrada — e que, com frequência, ajuda a moldar parte da sua identidade. Não é à toa que o assunto desperta tanta curiosidade.
O peso afetivo e familiar de um nome
Mesmo que exista a possibilidade de alteração no futuro, a infância e a adolescência dessa criança serão atravessadas por esse nome, carregando as expectativas e os desejos de quem o elegeu.
Cada nome traz consigo uma bagagem afetiva. Ele pode ser uma homenagem a um avô amado, uma forma de eternizar uma amizade, o resgate de uma tradição de família ou ainda a realização de um sonho dos pais.
É importante destacar que o nome também integra o contexto social e cultural daquela família. Dessa forma, aquilo que parece não ter sentido para você pode significar tudo para aquele núcleo familiar — e é isso que realmente importa, já que é nesse ambiente que a criança vai se desenvolver.
Naturalmente, desde que não submeta a criança ao ridículo — e, para impedir esse tipo de situação, existe legislação específica. Definitivamente, não é o que acontece com Endrick e Gabriely.
O que a legislação determina
No Brasil, os pais têm liberdade para escolher o nome dos filhos, mas há regras. A principal delas, prevista na Lei de Registros Públicos (Lei nº 6.015/1973), com as alterações da Lei nº 14.382/2022, garante o direito ao nome, porém também estabelece que “o oficial de registro civil não registrará prenomes suscetíveis de expor ao ridículo os seus portadores”.
Isso ocorre porque o nome vai muito além de uma simples preferência estética: trata-se de um direito de personalidade, com impacto direto na dignidade, na identidade e até na forma como a pessoa é enxergada socialmente, como já mencionamos.
Vale lembrar: dar um nome a um filho é um gesto que une liberdade e responsabilidade. Use o bom senso e não se deixe abalar pela opinião alheia.






