A cantora galesa Bonnie Tyler morreu nesta quinta-feira, aos 75 anos — a informação foi confirmada pela família em comunicado divulgado nas redes sociais oficiais da artista. Segundo o texto, ela faleceu inesperadamente durante a noite, em um hospital em Portugal, país onde vivia, em decorrência da doença que a mantinha internada.
Tyler estava hospitalizada desde maio, quando precisou passar por uma cirurgia de emergência para tratar uma perfuração intestinal. Após o procedimento, ela foi colocada em coma induzido para auxiliar na recuperação. Em junho, a família havia informado que a artista havia saído do coma, mas permanecia em estado crítico. Por causa da internação, seus shows previstos até agosto foram cancelados ou adiados.
O comunicado da família afirmou que “Bonnie e sua equipe estão desoladas ao anunciar que ela faleceu inesperadamente na noite passada, em um hospital em Portugal, em decorrência da doença pela qual estava sendo tratada”, e pediu privacidade “para lidar com esta tragédia”.
Nascida Gaynor Hopkins em 8 de junho de 1951, em Skewen, no País de Gales, filha de um mineiro de carvão, Tyler construiu uma das vozes mais reconhecíveis do pop-rock a partir da década de 1970. Sua marca registrada, o timbre rouco e potente, surgiu após uma cirurgia para retirada de nódulos vocais em 1977; ela não seguiu as recomendações médicas de repouso e acabou com uma rouquidão permanente, que se tornou sua assinatura.
O maior sucesso da carreira veio em 1983 com “Total Eclipse of the Heart”, parceria com o produtor Jim Steinman, que alcançou o primeiro lugar nas paradas dos Estados Unidos e do Reino Unido e soma hoje mais de 1 bilhão de streams. A canção ganhou novos picos de popularidade durante os eclipses solares de 2017 e 2024. Outro grande hit, “Holding Out for a Hero”, integrou a trilha sonora do filme “Footloose” (1984) e voltou ao radar do público após ser usada em “Shrek 2” (2004).
Ao longo da carreira, Tyler recebeu três indicações ao Grammy, representou o Reino Unido no Eurovision de 2013 e foi condecorada como Membro da Ordem do Império Britânico (MBE) pela rainha Elizabeth II em 2023, em reconhecimento aos seus serviços à música. Ela deixa o marido, Robert Sullivan, com quem era casada desde 1973.







