A condição atinge cães machos não castrados a partir dos 9 anos, e o médico-veterinário alerta para sinais como sangue na urina e dor.
Dificuldade para defecar, sangramentos e desconforto abdominal em cães machos maduros acendem um alerta para doenças na próstata. Dados da Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais (WSAVA) apontam que o aumento benigno da glândula atinge 80% dos cães não castrados acima dos cinco anos e supera 95% naqueles com mais de nove anos. Para orientar tutores sobre prevenção e diagnóstico precoce, especialistas reforçam a importância da rotina de exames durante a campanha Novembro Azul Pet.
Hiperplasia prostática benigna
Segundo o médico-veterinário Kauê Ribeiro, a hiperplasia prostática benigna é a alteração mais comum e ocorre pelo aumento não canceroso da glândula, que fica próxima ao reto. Quando a próstata cresce, ela comprime o intestino e dificulta a saída das fezes. Além disso, o órgão pode desenvolver prostatite (infecção bacteriana), gerando dor aguda, febre e secreções pelo pênis.
“O tratamento depende dos sinais clínicos e da origem da doença. A castração costuma ser a principal indicação para cães com hiperplasia prostática benigna que não são destinados à reprodução, pois reduz o estímulo hormonal relacionado ao aumento da glândula. Entretanto, o procedimento não evita todas as doenças prostáticas e não necessariamente oferece proteção contra o câncer de próstata. Cada caso precisa ser avaliado de forma individual”, diz o veterinário.
Diagnóstico e acompanhamento
Como as manifestações clínicas podem ser confundidas com o envelhecimento natural ou com problemas urinários cotidianos, o atendimento profissional torna-se indispensável. O diagnóstico exige exames físicos, ultrassonografia e análises de sangue e urina. A castração costuma ser a principal indicação terapêutica por reduzir o estímulo hormonal, embora a conduta precise de avaliação individualizada.
Diante de sinais graves como febre, incapacidade de evacuar ou prostração acentuada, a busca por atendimento veterinário deve ser imediata. Acompanhar a rotina do animal e realizar consultas periódicas na maturidade garante a identificação precoce de alterações e preserva a qualidade de vida do pet.







