Seu pet está com dor? Estes 7 sinais podem revelar que algo não vai bem

Identificar que um cão ou gato está sentindo dor ou enfrentando um problema de saúde nem sempre é simples. Nos estágios iniciais, os sinais costumam ser discretos e podem ser confundidos com alterações normais da rotina ou até mesmo com traços do comportamento do animal. Aspectos como postura, apetite, deslocamento e expressões faciais estão entre os indicadores capazes de revelar desconfortos.

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De acordo com Ana Elisa Arruda Rocha, professora do curso de Medicina Veterinária do UniCuritiba, reconhecer tais sinais é fundamental para possibilitar um diagnóstico precoce e proteger a qualidade de vida dos pets.

“Eles não falam a nossa língua. Por isso, precisamos aprender a interpretar os sinais que se manifestam por meio das expressões faciais, da postura corporal e das mudanças de comportamento. Muitas vezes, quando percebemos algo diferente, o problema já está mais avançado do que imaginamos”, explica.

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A atenção deve ser redobrada com os gatos, pois eles costumam esconder a dor de forma mais eficiente do que os cães. “Essa tendência de mascarar sinais é um mecanismo de defesa herdado da natureza. Nos gatos, isso é ainda mais marcante, o que torna a observação diária ainda mais importante”, afirma.

Na sequência, a médica-veterinária relaciona sete sinais capazes de apontar dores ou doenças em cães e gatos.

1. Isolamento ou mudanças repentinas de comportamento

Um animal que habitualmente busca a companhia da família e passa a se esconder ou evitar contato pode estar indicando que algo não vai bem. Apatia, agressividade repentina, medo excessivo, ansiedade e vocalizações fora do comum também merecem atenção.

Além das questões físicas, essas alterações podem estar ligadas à saúde emocional. “A saúde emocional também é saúde. Hoje sabemos que ansiedade, estresse e depressão podem causar sofrimento significativo em cães e gatos e precisam ser levados a sério”, ressalta Ana Elisa Arruda Rocha.

Conforme a professora, os animais estão cada vez mais inseridos na rotina familiar e podem ser influenciados pelo ambiente e pelo estado emocional das pessoas com quem convivem.

2. Mudanças no apetite, no consumo de água e na rotina

Comer ou beber menos do que o normal também pode acender um alerta. Por isso, é essencial que o tutor conheça o padrão do seu animal e perceba mudanças na alimentação e no consumo de água. Alterações na disposição, dificuldade para dormir e inquietação noturna também podem sinalizar que o pet está com algum desconforto.

3. Fazer as necessidades fora da caixa de areia

No caso dos gatos, mudanças no uso da caixa de areia exigem atenção especial. Urinar ou defecar fora do local de costume nem sempre é apenas uma questão de comportamento.

“Quando um gato começa a urinar ou defecar fora da caixa, isso pode indicar diversos problemas de saúde e não deve ser interpretado apenas como um problema comportamental”, explica a veterinária.

4. Alterações na postura e na movimentação

O modo como o animal se posiciona e se movimenta também pode revelar dor. Em cães, olhar mais triste, orelhas baixas, corpo arqueado e resistência para se movimentar estão entre os sinais de que algo está errado.

Se o pet começa a evitar atividades que antes realizava normalmente ou demonstra dificuldade para se deslocar, essa alteração não deve ser ignorada.

5. Lambedura excessiva e alterações na pelagem

Lamber repetidamente uma região específica do corpo pode ser uma tentativa do animal de aliviar algum incômodo. Alterações na qualidade da pelagem e queda de pelos também figuram entre os sinais físicos que merecem atenção. O essencial é notar quando esses comportamentos se distanciam do padrão habitual do pet.

6. Mudanças nas expressões faciais

A face do animal também pode oferecer pistas. Olhos semicerrados e mudanças na posição das orelhas, por exemplo, podem estar associados a dor ou incômodo.

Em gatos, alguns sinais são especialmente sutis. Orelhas voltadas para os lados, pupilas dilatadas, bigodes retesados, corpo encolhido, cabeça rígida e cauda balançando intensamente podem indicar desconforto.

“Os gatos costumam ficar mais quietos quando sentem dor. Muitas vezes, o responsável interpreta isso apenas como um comportamento normal ou uma característica da personalidade do animal”, comenta Ana Elisa Arruda Rocha.

7. Respiração mais ofegante

Mudanças na respiração também precisam ser observadas. Uma respiração mais ofegante do que o normal, sobretudo quando acontece sem uma causa evidente, pode ser manifestação de dor ou desconforto.

Nesses casos, assim como nos demais sinais, é importante levar em conta o comportamento habitual do animal e buscar orientação profissional diante de alterações.

Quando levar o pet ao veterinário?

Conforme Ana Elisa Arruda Rocha, qualquer mudança relevante no padrão habitual do animal merece investigação. Isso vale tanto para sintomas físicos quanto para alterações emocionais e comportamentais.

“Se o responsável percebeu algo diferente, vale procurar atendimento veterinário. Como cães e gatos escondem os sinais de doença, quando alguma alteração se torna perceptível, geralmente já existe alguma condição em desenvolvimento”, alerta.

Ansiedade intensa, agressividade súbita, tristeza persistente e mudanças importantes de comportamento também devem ser avaliadas por um profissional.

“Quanto mais cedo identificarmos um problema, maiores são as chances de tratamento e de recuperação. Observar o animal diariamente continua sendo uma das principais ferramentas para preservar a saúde e o bem-estar dos pets”, conclui a especialista.

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