A adoção é o principal caminho pelo qual os gatos chegam às famílias brasileiras. Uma pesquisa revela que metade dos tutores de felinos adotou ou encontrou o animal na rua, optando por não adquirir um pet por meio de compra. O estudo é baseado em dados coletados em março de 2026.
Conduzido pela CVA Solutions, o Estudo CVA Petcare 2026 entrevistou 4.032 consumidores. A amostra foi composta por 2.346 tutores de cães e 1.686 de gatos, associando hábitos de consumo a laços afetivos.
Entre os gatos, 30,7% dos entrevistados afirmam ter acolhido o animal da rua ou recebido o pet que estava abandonado. Outros 19,2% vieram de abrigos, feiras de adoção ou ONGs. Somadas, essas duas formas totalizam 49,9% dos participantes.
No caso dos cães, a tendência é parecida, embora os números sejam diferentes: 38,0% ganharam o animal de amigos, parentes ou conhecidos; 18,8% vieram de abrigos ou ONGs; e 11,6% foram encontrados na rua ou estavam abandonados.
Mudanças na relação entre tutores e pets
Sandro Cimatti, especialista da CVA Solutions, aponta uma redução no distanciamento entre as famílias e seus animais de estimação. A humanização se manifesta nos lares, com os pets passando mais tempo dentro de casa.
De acordo com o estudo, o maior convívio no ambiente doméstico intensifica a proximidade. Entre os cães, 50,3% permanecem grande parte do tempo em casa; já entre os gatos, 71,4% seguem essa mesma rotina.
Essa presença mais constante impulsiona a procura por artigos de higiene, bem-estar, medicamentos, planos de saúde, brinquedos e alimentação premium, evidenciando custos extras.
Custo mensal médio
A pesquisa estima despesas mensais médias de R$ 690 para cães e R$ 574 para gatos, incluindo alimentação, antipulgas, vermífugos, vacinas, consultas veterinárias, exames e, para cães, banho e tosa. A ração representa uma parcela significativa desse orçamento.







